Em maio, após a exibição dos episódios finais da quinta temporada de Outlander, o site norte-americano especializado nas premiações do Emmy, o Gold Derby, informou a lista dos nomes a serem considerados à indicações na premiação de 2020 que fariam parte da campanha do canal Starz.

O estúdio considerou Outlander e seu elenco elegível em 7 categorias, totalizando 11 nomes:

  • Série de Drama
  • Ator Protagonista de Série Drama: Sam Heughan
  • Atriz Protagonista de Série Drama: Caitriona Balfe
  • Ator Coadjuvante de Série Drama: Richard Rankin e César Domboy
  • Atriz Coadjuvante de Série Drama: Lauren Lyle e Sophie Skelton
  • Ator Convidado de Série de Drama: David Berry, Duncan Lacroix, Edward Speleers e John Bell
  • Atriz Convidada de Série de Drama: Maria Doyle Kennedy

Em junho, o canal divulgou dois vídeos que evidenciam o trabalho e talento de seus atores como parte da Campanha de Consideração.

Mulheres Poderosas. Atrizes Poderosas. Atuações Poderosas.

Em anos anteriores, o elenco de Outlander participou de um eventos da Starz para promover a série e sua indicação ao Emmy.

Os indicados ao Emmy Awards 2020 serão revelados em uma transmissão ao vivo em 28 de julho, terça-feira, a partir das 12:30, no site oficial do evento. No Brasil, a partir das 12:10, o canal TNT fará uma transmissão ao vivo do evento mostrando as indicações e comentando sobre os indicados. Esta transmissão ao vivo também acontecerá no YouTube, Twitter e Facebook no canal.

A cerimônia de premiação está prevista para acontecer em 20 de setembro, com Jimmy Kimmel como apresentador. Provavelmente, este será um evento remoto, sem o comparecimento dos indicados, membros da instituição e demais convidados.

Na manhã de ontem, o Irish Film and Television Awards (IFTA), premiação irlandesa que comemora e homenageia a comunidade cinematográfica e televisiva da Irlanda, anunciou seus indicados à premiação de 2020 em 25 categorias.

Caitriona Balfe foi indicada em duas categorias por seus trabalhos em Outlander Ford v Ferrari, que estreou em 2019.

Atriz Protagonista em Série de Drama

  • Niamh Algar – The Virtues
  • Caitriona Balfe – Outlander
  • Jessie Buckley – The Woman in White
  • Sarah Greene – Dublin Murders
  • Ruth Negga – Preacher
  • Ann Skelly – Morte e Rouxinóis

Atriz Coadjuvante em Filme

  • Niamh Algar – Calm With Horses
  • Catriona Balfe – Ford v Ferrari
  • Seána Kerslake – Dublin Oldschool
  • Charlie Murphy – Dark Lies The Island
  • Emily Taaffe – The Dig
  • Catherine Walker – We Ourselves

Em seu Twitter oficial, Caitriona Balfe agradeceu a indicação:

Muito obrigada, IFTA!!! Estou muito honrada em ser indicada e emocionada além da conta em ter meu nome entre todas as outras incríveis indicadas. Tem sido um prazer assistir todas as atuações excepcionais deste ano… #Outlander #FordvFerrari

Os indicados foram escolhidos pelos Membros da Academia Irlandesa, bem como por painel de jurados especializados de todo o mundo.

Devido a pandemia do novo Coronavírus, a Cerimônia de Premiação acontecerá virtualmente. A Academia está finalizando os planos para que ela aconteça no mês de setembro e maiores detalhes serão divulgados em breve.

Esta é a quinta indicação de Caitriona Balfe ao IFTA de Atriz Protagonista em Série de Drama pela série Outlander. A atriz levou para casa o prêmio em sua última indição, em 2018.

Sobre o IFTA

Irish Film and Television Awards (IFTA) é uma premiação que comemora e premia a comunidade cinematográfica e televisiva da Irlanda. A cerimônia é considerada a mais prestigiada da Irlanda, apesar de ainda não ser muito conhecida no país. Os primeiros prêmios IFTA foram concedidos pela primeira vez em 1999.

Na última quarta-feira (08), Caitriona Balfe esteve ao vivo em sua conta do Instagram do Clube do Livro de Caitríona Balfe para discutir o livro de junho, Entre o Mundo e Eu do escritor Ta-Nehisi Coates.

Durante a discussão que durou quase uma hora, ela explicou que escolheu este livro pois já havia lido alguns textos do autor na revista New Yorker e gostado bastante da escrita dele, além de já ter assistido algumas de suas palestras. A atriz também queria uma leitura que abordasse um assunto mais atual.

Entre o Mundo e Eu – Ta-Nehisi Coates

  • 152 páginas
  • Editora Objetiva, primeira edição lançada em 16 de novembro de 2015
  • Comprar

Da Amazon Brasil: Ta-Nehisi Coates é um jornalista americano que trabalha com a questão racial em seu país desde que escolheu sua profissão. Filho de militantes do movimento negro, Coates sempre se questionou sobre o lugar que é relegado ao negro na sociedade. Em 2014, quando o racismo voltou a ser debatido com força nos Estados Unidos, Coates escreveu uma carta ao filho adolescente e compartilha, por meio de uma série de experiências reveladoras, seu despertar para a verdade em relação a seu lugar no mundo e uma série de questionamentos sobre o que é ser negro na América. O que é habitar um corpo negro e encontrar uma maneira de viver dentro dele? Como podemos avaliar de forma honesta a história e, ao mesmo tempo, nos libertar do fardo que ela representa? Em um trabalho profundo que articula grandes questões da história com as preocupações mais íntimas de um pai por um filho, Entre o mundo e eu apresenta uma nova e poderosa forma de compreender o racismo. Um livro universal sobre como a mácula da escravidão ainda está presente nas sociedades em diferentes roupagens e modos de segregação.

O vídeo, ainda sem legendas, pode ser conferido a seguir; infelizmente, Caitríona Balfe não consegui salvá-lo em seu perfil do Instagram. Abaixo dele, estão os principais destaques da discussão de julho do Clube do Livro de Caitriona Balfe.

  • Este livro, que é uma carta de um pai para um filho, possui uma certa ligação com o livro anterior do Clube do Livro, On Earth We’re Briefly Gorgeous de Ocean Vuong (infelizmente sem tradução em português), que é uma carta de um filho para uma mãe, contou Caitríona Balfe. Este foi um dos motivos para a escolha do título.
  • Ao ler as mensagens enviadas pelos leitores durante a semana, Caitríona Balfe percebeu que todos ficaram incrivelmente emocionados com a leitura.
  • No início da conversa e em alguns outros momentos, ela explicou que não a intenção não é falar mal dos Estados Unidos durante a discussão.
  • Caitríona Balfe explicou, também, que separou algumas perguntas e tópicos e alguns trechos do livro que fundamentam as suas respostas.

O que mais chamou atenção de Caitríona Balfe no livro

Segundo Caitríona Balfe, o profundo desejo do autor em proteger seu filho foi o que mais chamou a atenção dela e o que mais a tocou, durante a leitura. Ela ainda destacou como é muito triste que para muitas pessoas, a realidade é gastar muita energia e muito tempo da vida delas na luta pela sobrevivência.

E o que eu acho que foi o mais cativante e extraordinário de se tirar deste livro é a quantidade de medo e sufoco em ser a vítima de uma sociedade racista onde o racismo institucional existe, o quanto isso estrangula as pessoas e a capacidade delas de sonhar, de ver e de tentar seguir em frente.” – Caitirona Balfe

A atriz se recordou que cresceu em uma cidadezinha na Irlanda cuja população era exclusivamente branca, mas que era dividida por outros fatores, como o catolicismo e o protestantismo. Para ela, a sociedade sempre encontra motivos para se dividir e viver em “tribos”. Caitríona Balfe explicou, também, que cresceu vendo um EUA que parecia ótimo, com abundância, o chamado ‘sonho americano’, se podemos chamar assim. No entanto, quando ela chegou ao país para morar lá (durante sua carreira de modelo), viu que havia outro lado da sociedade que não é para todos. O livro aborda isso.

Há um problema sistêmico nessa ideia de que você deve manter um grupo de pessoas embaixo, para que outras pessoas sintam que realizaram o Sonho. E toda essa ideia de Sonhadores era muito, muito poderosa. E essa ideia do que é esse sonho que as pessoas têm, em que ele se baseia e as custas de quem ele é realizado.” – Caitirona Balfe

Trechos com os quais Caitríona Balfe se identificou por causa de experiências pessoais

Outro assunto abordado no livro que chamou a atenção de Caitríona Balfe foi de que a educação não é uma chave para a liberdade, pois o sistema de educação faz parte do problema. A atriz disse que se identificou com isso, pois se lembrou de que, crescendo numa cidade pequena e muito acolhedora, ela não se sentiu encorajada, principalmente nos primeiros anos escolares, a sonhar alto. Ela não sabia muito do mundo exterior ao de onde cresceu e muitas das coisas pareciam impossíveis para ela. Caitríona Balfe contou que não cresceu com muito dinheiro, muito menos sendo da classe média alta, a família dela era da classe trabalhadora e vivia no interior. Apenas quando ela chegou no ensino médio, as coisas mudaram um pouco em relação a ser encorajada a sonhar alto.

Eu não saí da Irlanda até ter 17 anos. E quando eu tinha 17 anos, sabia que poderia ir para outro país e que haveriam outras línguas. O mundo não parecia ser tão fechado.”  – Caitirona Balfe

Ela explicou que viver na Europa te permite ir para outro país e experimentar outra cultura, mesmo que você não tenha muito dinheiro e isso é o contrário do que acontece nos Estados Unidos, por exemplo. Como este é um país muito vasto, muitos estadunidenses não saem dele e isso pode fazer parecer que seus cidadãos estão presos num sistema e não conseguem ver o que há fora dele.

Para justificar este debate, Caitríona Balfe leu o trecho do livro a seguir. Ela também disse que achou este trecho de partir o coração, pois não estamos ensinando as pessoas a pensarem ou se abrirem e acreditarem nas possibilidades, mas sim a serem conformadas.

Lembro-me das aulas de francês no sétimo ano, quando eu não fazia a menor ideia de por que estava ali. Eu não conhecia franceses e nada a minha volta sugeria que um dia conheceria. A França era uma rocha que girava em outra galáxia, em torno de outro sol, em outro céu que eu jamais cruzaria. Por que, exatamente, eu estava sentado naquela sala de aula?

Essa pergunta nunca teve resposta. Eu era um menino curioso, mas as escolas não davam atenção à curiosidade, e sim ao consentimento. Eu gostava de alguns de meus professores. Mas não posso dizer que acreditava de verdade em qualquer um deles. Alguns anos após ter saído da escola, depois de abandonar a faculdade, ouvi alguns versos de Nas que tiveram impacto em mim:

Ecstasy, coke, you say it’s love, it is poison (Ecstasy, cocaína, você diz que isso é amor, isso é veneno)
Schools where I learn they should be burned, it is poison. (Escolas onde aprendi que deviam ser queimados, isso é veneno.)

Na época, era exatamente assim que eu me sentia. Percebia que as escolas estavam escondendo algo, nos drogando com uma falsa moralidade para que não enxergássemos, e assim não perguntássemos: Por que — para nós e apenas para nós — o outro lado do livre-arbítrio e do espírito livre é um ataque a nossos corpos? Não é uma preocupação exagerada. Quando os mais velhos nos apresentaram a escola, eles não a apresentaram como um lugar de alto aprendizado, mas como um meio de escapar da morte e do confinamento penal. Nada menos que 60% dos jovens negros que abandonam o ensino médio vão parar na cadeia. Isso deveria ser a desgraça do país. Mas não era. E embora eu não pudesse esmiuçar os números ou examinar a história, sentia que o medo que era a marca do oeste de Baltimore não podia ser explicado pelas escolas. Escolas não revelam verdades, elas as ocultam.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, pp. 30 e 31

A atriz leu mais um trecho do livro com o qual se identificou, quando o autor estava em Paris, pois este foi o primeiro país no qual ela morou, após sair da Irlanda.

Caminhei até o Jardim de Luxemburgo. Eram cerca de quatro da tarde. Sentei-me. O jardim fervilhava de gente, com todos os seus modos alienígenas. Naquele momento, fui tomado de uma estranha solidão. Talvez porque não tivesse falado uma única palavra em inglês durante o dia inteiro. Talvez porque nunca tivesse me sentado num jardim público antes, nem mesmo imaginado que isso era algo que eu gostaria de fazer. E a toda a minha volta havia pessoas que faziam isso com regularidade.

Ocorreu-me que eu estava realmente no país de outras pessoas, e, ainda assim, necessariamente, eu estava fora do país delas. Na América eu era parte de uma equação — mesmo não sendo uma parte que eu apreciasse. Era aquele que a polícia fazia parar na 23rd Street no meio de um dia útil. Eu era aquele que fora conduzido até a Meca. Não era apenas um pai, mas o pai de um garoto negro. Não era só um esposo, mas o marido de uma mulher negra, um símbolo fretado de amor negro. Sentado naquele jardim, porém, pela primeira vez eu era
um alienígena, era um marinheiro sem terra e desconectado. E lamentava não ter sentido antes essa solidão particular, nunca ter me sentido tão distante e fora do sonho de outra pessoa. Agora eu sentia o peso mais profundo das correntes da minha geração — o confinamento do meu corpo, pela história e pela polícia, a certas zonas. Alguns de nós conseguem superar isso. Mas o jogo é jogado com dados viciados. Eu queria ter sabido mais, e ter sabido mais cedo.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, pp. 91 e 92

Caitríona Balfe disse que, para ela, esta foi a maior tragédia do livro: quando as pessoas crescem sem ver a ideia de possibilidade e de ver a vida delas como algo singular e não como parte de um sistema.

Ainda comentando o trecho acima, a atriz tocou no assunto do privilégio branco, algo que muitos dizem não existir, simplesmente por não serem ricos ou não terem crescido com dinheiro.

Não se trata disso. Se trata do fato de que mesmo que você tenha crescido em partes do mundo que tenham suas divisões, seja você católico ou protestante, irlandês ou inglês, escocês ou o que for… Isso não é a primeira coisa que as pessoas veem em você. Você tem a oportunidade de, pelo menos, dizer o seu nome, se explicar, antes que as pessoas saibam essas coisas sobre você. Trata-se desta ideia de que do minuto que você sai pela sua porta, você é julgado. E acho que isso deve ser a coisa mais exaustiva e aterrorizante e ele fala sobre isso, ‘Você precisa ser duas vezes melhor, você precisa ser duas vezes melhor.’ e essa ideia de ser duas vezes melhor para alcançar qualquer coisa é simplesmente… uma pena.” – Caitirona Balfe

Conselhos de um pai para um filho

Caitríona Balfe contou que a história ser contada em um formato de carta de pai para filho faz ela ser comovente e de partir o coração, quando se percebe que, geração após geração, pais ficam preocupados não só com a segurança do corpo de seus filhos, mas com o espírito deles também, com o quanto eles podem sonhar, sentir ou experimentar. Ela disse que uma das coisas que foi muito palpável durante a leitura foi o sufoco, a ansiedade e o medo do autor em saber que você é responsável por outra vida que está no mundo, como essa vida se sente e como vai sobreviver; por mais que ele dê todas as oportunidades para o filho, isso ainda não é o suficiente.

E sentia que havia nisso uma injustiça cósmica, uma profunda crueldade, que infundia um duradouro e irreprimível desejo de libertar meu corpo e atingir a velocidade de escape.

Você alguma vez sentiu essa necessidade? Sua vida é tão diferente da minha. A grandeza do mundo, do mundo real, o mundo inteiro, para você, é coisa sabida. E você não precisa de transmissões de TV porque viu muita coisa da galáxia americana e seus habitantes — suas casas, seus hobbies — muito de perto. Não sei o que significa crescer com um presidente negro, redes sociais, uma mídia onipresente e mulheres negras por toda parte com seu cabelo natural. O que sei é que quando eles soltaram o homem que matou Michael Brown, você
disse: “Vou indo”. E isso me toca porque, apesar de toda a diferença entre nossos mundos, na sua idade meu sentimento foi exatamente o mesmo.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, p. 21

A mãe desse menino negro assassinado foi depois apresentar o caso a jornalistas e escritores. Nós nos encontramos com ela no saguão de seu hotel na Times Square. Ela tinha altura mediana, pele marrom e o cabelo caído nos ombros. Ainda não se passara uma semana do veredicto. Mas ela estava calma e totalmente senhora de si. Não manifestou raiva ao assassino, mas se perguntava se as regras que transmitira ao filho tinham sido suficientes. Ela tinha desejado que o filho defendesse aquilo em que acreditava e que fosse respeitoso. E ele havia morrido por acreditar que seus amigos tinham o direito de ouvir sua música no volume que quisessem, de ser adolescentes americanos. Mais uma vez, ela se perguntava: “Em minha mente eu ficava dizendo: ‘Se ele não tivesse retrucado, falado alto, será que ainda estaria aqui?’”.

Ela não esqueceria a singularidade do filho, sua vida única. Não esqueceria que ele tinha um pai que o amava, que ficava com ele enquanto ela lutava contra o câncer. Não esqueceria que ele animava as festas, que sempre tinha novos amigos para ela levar em sua minivan. E que continuaria vivo no trabalho dela. Eu lhe disse que o veredicto me enraivecera. Disse-lhe que a ideia de que alguém naquele júri pensasse ser plausível haver uma arma no carro era injuriante. Ela disse que ficara injuriada também, e que não interpretasse mal sua calma como uma demonstração de que não estava com raiva. (…) Depois a mãe do menino assassinado levantou-se, virou-se para você e disse: “Você existe. Você tem importância. Você tem valor. Você tem todo o direito de usar seu blusão com capuz, de tocar sua música tão alto quanto queira. Você tem todo o direito de ser você. E ninguém pode impedi-lo de ser você. Você tem de ser você. E nunca deve ter medo de ser você”.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, p. 84

Imagine ter que dizer a um adolescente que tudo bem vestir uma blusa com capuz… ou ouvir música alta.”  – Caitirona Balfe

Racismo

Ao ser questionada se achava que o racismo estava diminuindo de geração para geração ou se era apenas o ambiente que Ta-Nehisi Coates e sua companheira criaram para o filho que faz parecer isso, Caitríona Balfe respondeu que, para ela, isso não está acontecendo, mas sim mudando e se tornando menos óbvio.

Mas acho eu poderia estar errada.Sou apenas uma pessoa pensando. Parece para mim que ele [o racismo] sofre mutações e deixa de ser escancarado e as pessoas se sentem confortáveis ​​em se sentir confortáveis ​​com isso, para depois se tornam subvertidas e se voltam para essa ideia sistêmica e por que, em vez da escravização, temos prisão. A quantidade de corpos, corpos humanos encarcerados pela vida toda, que são forçados a trabalhar. Não é trabalho escravo, é trabalho encarcerado. É diferente? Você deveria ir para a cadeia porque, sabe, furou um semáforo e não pode pagar sua multa? E daí, como você não pode pagar sua multa, recebe uma multa extra, além daquela multa. E aí, como você não pode pagar, é enviado para a cadeia? Porque é isso que está acontecendo no mundo. E não são apenas os assassinos e estupradores que vão para a cadeia. São pessoas que simplesmente não podem pagar sua fiança ou não pagam uma multa. Um multa de estacionamento ou de condução. Isso é loucura para mim. E a quantidade de empresas, grandes corporações, que estão ganhando dinheiro com esse trabalho encarcerado? E acho que é aqui que todos temos um papel a desempenhar, porque, como estamos descobrindo, não está tudo bem apenar dizer “não sou racista” ou “sou aliado”. É tipo, “O que vamos fazer?” O que precisamos fazer é nos educar. Temos que descobrir, “Certo, bem, quais são essas empresas que usam o trabalho encarcerado que utilizam sem pagar nada e os lucros que estão tirando da vida dessas pessoas, que foram encarceradas por quase nada?” Não deveríamos comprar dessas empresas. Devemos responsabilizar essas empresas. Temos que votar. Temos que votar nas eleições locais. Temos que votar e garantir que as pessoas que nos representam, seja no conselho da comunidade local ou seja lá onde for, que eles representam os ideais mais elevados da humanidade. E eu realmente não acho que isso seja uma declaração política e eu odeio que aqui, na Irlanda, na América, sabe, que a política tenha se tornado isso ou aquilo ou branco e preto. Sabe, republicanos, democratas, partido conservador. Temos que esquecer isso, temos que nos esforçar para ser o melhor da humanidade e eleger as pessoas que farão isso. E também devemos tirar tanto dinheiro da política quanto possível, porque quando há dinheiro na política, é aí onde está a corrupção. Enfim, eu divaguei.” – Caitríona Balfe

Ela se recordou de ter lido a discussão dos leitores sobre o que é a construção da raça e o que é raça e comentou:

“É apenas a diferença no pigmento da sua pele. Isso na verdade não existe, a não ser que forcemos isso. Nós criamos essa ideia de uma raça e outra raça, mas somos todos seres humanos.” – Caitríona Balfe

A atriz escolheu o trecho do livro a seguir que ilustra essa discussão.

Fiz uma pesquisa sobre a Europa pós-1800. Vi negros, representados através de olhos “brancos”, diferentes de tudo que tinha visto antes — pareciam régios e humanos. Lembro-me do rosto suave de Alexandre de Médici, do porte real da magia negra de Bosch. Essas imagens, feitas nos séculos XVI e XVII, contrastavam com aquelas criadas depois do advento da escravatura, as caricaturas de Sambo que eu sempre conhecera. Qual era a diferença? No decurso de minha pesquisa sobre a América eu tinha visto figuras de irlandeses desenhadas da mesma maneira voraz, libidinosa e simiesca. Talvez tenha havido outros corpos, ridicularizados, aterrorizados e inseguros. Talvez os irlandeses também tenham perdido seus corpos. Talvez ser chamado de “negro” não tenha nada a ver com nada disso; talvez “negro” seja apenas o termo de alguém para dizer que está por baixo, no fundo, um homem tornado objeto, um objeto tornado pária.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, pp. 48 e 49

Ela seguiu falando sobre raça e parafraseou Toni Morrison, perguntando:

O que você é, se eu tirar a sua raça? Você é bom, forte, alto, inteligente? Acho que todos nós temos que perceber que essa ideia de… quando você vê essas pessoas gritando. Sabe, temos aqui a English Defense League, você vê esses neo-nazis ou nazis da direita. Tipo, o que você é? Você tem tão pouco na sua alma e tão pouco em você que é o pigmento da sua pele que te faz especial? Isso é muito triste.” – Caitríona Balfe

Os trechos do livro escolhidos que têm a ver com este assunto, de acordo com Caitríona Balfe, são os seguintes.

“As duas grandes divisões da sociedade não são ricos e pobres, mas brancos e negros”, disse John C. Calhoun, o grande senador da Carolina do Sul. “E todos os primeiros, tanto pobres quanto ricos, pertencem à classe superior, e são respeitados e tratados como iguais.” E aí está — o direito de quebrar o corpo negro e o significado da sua sagrada igualdade. Esse direito sempre lhes deu um significado, sempre significou que havia alguém lá embaixo no vale, porque uma montanha não é uma montanha se não houver nada abaixo dela.

Você e eu, meu filho, somos esse “abaixo”. Isso era verdadeiro em 1776. Isso é verdadeiro hoje. Não há eles sem você, e sem o direito de quebrá-lo eles necessariamente têm de cair da montanha, perder sua divindade e tropeçar para fora do Sonho. E depois terão de determinar como construir seus subúrbios sobre outra coisa que não ossos humanos, como angular suas prisões para que sejam outra coisa que não currais humanos, como erigir uma democracia independente de canibalismo. Mas, porque se acreditam brancos, preferem permitir em suas leis que um homem sufocado até a morte seja filmado como notícia. Preferem alimentar o mito de Tray von Martin, pequeno adolescente, as mãos cheias de guloseimas e refrigerantes, transformado em monstro assassino. E preferem ver Prince Jones ser seguido por um mau policial através de três jurisdições e morto a tiros por agir como um ser humano. Preferem, em toda a sua sanidade, estender a mão e empurrar meu filho de quatro anos como se ele fosse meramente um obstáculo no caminho de seu importantíssimo dia.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, pp. 79 e 80

O fato é que, apesar de seus sonhos, suas vidas tampouco são invioláveis. Quando sua própria vulnerabilidade torna-se real — quando a polícia decide que as táticas que visam ao gueto deveriam ter um uso mais amplo, quando a sociedade armada atira em seus filhos, quando a natureza envia furacões contra suas cidades —, eles ficam chocados de uma maneira que, para aqueles de nós que nasceram e foram criados para compreender relações de causa e efeito, é simplesmente impensável.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, p. 81

E ela não pôde recorrer a seu país para obter ajuda. No que concernia a seu filho, o país da dra. Jones fez o que fazia melhor — ele o esqueceu. O esquecimento é um hábito, e é ainda um componente necessário do Sonho. Eles tinham esquecido a escala do roubo que os enriquecera com a escravidão; o terror que lhes permitiu, durante um século, furtar votos; a política segregacionista que lhes deu os subúrbios. Eles tinham esquecido, porque lembrar seria derrubá-los do belo Sonho e forçá-los a viver aqui embaixo conosco, aqui embaixo no mundo. Estou convencido de que os Sonhadores, ao menos os Sonhadores de hoje, prefeririam uma vida branca a uma vida livre. No Sonho eles são Buck Rogers, o príncipe Aragorn, toda uma raça de Sky walkers. Despertá-los seria revelar que são um império de humanos e, como todos os impérios de humanos, estão construídos sobre a destruição do corpo. Seria manchar sua nobreza, fazê-los humanos vulneráveis, falíveis, quebráveis.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, pp. 103 e 104

Caitríona Balfe disse que foi e voltou nesse livro muitas vezes, pois há muitas passagens nele que mexem com você, coisas que você acha que sabe e coisas que você pode apenas imaginar como é. Ela leu mais um trecho do livro em que o autor pediu ao filho para ele nunca se esquecer que vive em um país em que seu povo viveu mais tempo como escravos do que como pessoas livres. A atriz se mostrou indignada com o pensamento de muitas pessoas que acham que racismo não é algo que deve ser debatido, confrontado e mudado.

Nunca se esqueça de que estivemos escravizados neste país por mais tempo do que temos sido livres. Nunca se esqueça de que durante 250 anos os negros nasciam acorrentados — gerações inteiras seguidas de mais gerações que nada conheciam além de suas correntes.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, pp. 57 e 58

Uma participante do Clube do Livro disse que racismo acontece em todo lugar e Caitríona Balfe concordou, dizendo que isso está ligado com as classes sociais e que sempre achamos, como sociedade, que uma parcela deve estar embaixo, para que outra parte dela se sinta “por cima”; isso é predominante em todos os países, em todos os lugares.

A atriz enfatizou, mais uma vez, que para combater o racismo, não basta não sermos racistas, mas precisamos garantir que estamos nos responsabilizando, como sociedade. Ela disse saber que esse é, também, um problema na industria do entretenimento e como eles podem encorajar e abrir espaço para pessoas negras nessa indústria.

Os passos [para fazer isso] são mais fáceis do que imaginamos. Trata-se de não ser cego, não viver no “sonho” que ele fala e não estar vendado para a experiencia de outras pessoas.” – Caitríona Balfe

No final do livro, Ta-Nehisi Coates fala do aquecimento global e de como estamos usando os recursos naturais sem nos preocupar com as consequências e com o preço a ser pago por isso. Seguindo este pensamento, Caitríona Balfe nos lembrou que são os países menos desenvolvidos que sofrerão mais com as mudanças climáticas e que devemos nos policiar para diminuir esses danos.

Houve tempo em que os parâmetros do Sonho estavam confinados na tecnologia e nos limites dos cavalos-vapor e do vento. Mas os Sonhadores se aprimoraram, e o represamento de mares para obter energia, a extração de carvão e a transmutação de petróleo em alimento permitiram uma expansão do saque sem precedentes. E essa revolução liberou os Sonhadores para saquear não somente os corpos de humanos, mas o corpo da própria Terra. A Terra não é uma criação nossa. Ela não tem respeito por nós. Não tem como fazer uso de nós. E sua vingança não é o fogo nas cidades, mas o fogo no céu. Algo mais ameaçador do que Marcus Garvey está montado no turbilhão. Algo mais terrível do que todos os nossos ancestrais africanos está se elevando com os mares. Os dois fenômenos são conhecidos um do outro. Foi o algodão que passou por nossas mãos acorrentadas que inaugurou esta era. Foi sua fuga de nós que os alastrou pelas florestas subdivididas. E os métodos de transporte através dessas novas subdivisões, através desse alastramento, é o automóvel, o laço em torno do pescoço da terra e, afinal, dos próprios Sonhadores.

Trecho de Entre o Mundo e Eu, p. 108

Ao pensar no que podemos fazer para ajudar a diminuir o impacto do aquecimento global, Caitríona Balfe se lembrou de como estamos acostumados a viver com algumas conveniências que não existe necessariamente para todos, implicando que esse tipo de coisa nem sempre são necessárias.

Outros

A atriz sabia que esse livro abordaria apenas um ponto de vista exclusivamente masculino e o próprio autor menciona que sabe que o que aconteceu com o corpo negro masculino não é a mesma coisa que acontece com o corpo negro feminino nos EUA, dizendo que sua parceira o ensinou muito sobre isso. Dito isso, ela explicou que gosta de alternar as escolhas de livros entre um autor e uma autora.

Caitríona Balfe disse que muito difícil ter uma conversa sobre este assunto, quando ela é a única falando, mas ela esperava que todos concordassem com as suas opiniões.

Acredito firmemente que qualquer pessoa que esteja lendo este livro pode ter empatia e compreensão de como deve ser essa experiência. E eu sinto que se você faz parte do meu clube do livro, você definitivamente é dessa ideia.” – Caitríona Balfe

No final, a fundadora do Clube do Livro foi solidária com os dias difíceis de todos nós, não apenas em relação a pandemia do novo Coronavírus, e espera que este seja um momento de mudança para toda a nossa sociedade. Ela finalizou a discussão com um agradecimento e desejos de uma sociedade melhor para todos.

Um enorme obrigada a todos por se juntarem a mim. Espero que essa conversa tenha sido legal para todos. Acho que tem sido um momento muito importante para todos nós para tentarmos o melhor para ler, explorar e nos educar para, assim, podermos usar este momento como um movimento de mudança mundial muito positiva que todos podemos nos orgulhar.” – Caitriona Balfe

A escolha do livro do Clube do Livro de Caitríona Balfe de julho foi baseada no país de origem da autora: Índia. A atriz compartilhou que queria outro livro que viesse de uma sociedade que  também sofre com as questões de classe simplesmente por causa de uma “raça”. Caitríona Balfe leu outro livro de Arundhati Roy, O Deus das Pequenas Coisas, e gostou, portanto decidiu escolher o mais novo livro da autora, O Ministério da Felicidade Absoluta, disponível em português através da Companhia das Letras. Ela informou que ainda não conseguiu ler o livro escolhido, pois precisa ler um livro para um trabalho, mas estava ansiosa para lê-lo.

Aviso: contém spoilers para o final da quinta temporada de Outlander.

Nesta temporada, vimos inúmeras histórias convincentes: Jocasta se casando, a morte de nosso amado Murtagh, Roger quase perdendo a vida e o vilão pirata Stephen Bonnet finalmente teve o que mereceu. Mas enquanto Outlander continua sendo uma série com história viciante, isso não significa que é fácil de assistir. “Eu continuo dizendo que só porque há uma bala no Bonnet, não significa que o problema desapareceu,” observa Sophie Skelton, que interpreta Brianna MacKenzie, sobre o antagonista da quinta temporada dos Frasers. E talvez não tenha havido um episódio mais desafiador do que o final da temporada, que foi ao ar na noite de domingo. “[O episódio final] é brutal,” diz Sophie Skelton. “Me sinto mal por deixar as pessoas isoladas com esse final.

Num momento próximo ao final da temporada, vemos muito sofrimento e tristeza. Jamie está no leito de morte com febre alta – embora ele seja literalmente puxado de volta à vida pelo toque curativo de Claire. Pouco tempo depois, o vizinho dos Frasers, Lionel Brown, descobre que a Claire está distribuindo informações médicas, como prevenir gravidez, sob o pseudônimo de Dr. Rawlings. Claire então passa por um destino extraordinariamente cruel nas mãos de um grupo de homens maus, principalmente por ser uma mulher autônoma que opera em um mundo onde as mulheres não são vistas muito além do que propriedade e a ciência não é confiável. É uma provação angustiante que certamente fará com que muitos espectadores desviem o olhar – e talvez reacenda velhas perguntas sobre o uso da violência sexual na série como ponto na história.

Caitriona Balfe, que interpreta Claire, reconhece que há muita violência sexual em Outlander e observa, também, que sua recorrência na série é baseada em quão prevalente isso provavelmente era no século XIX. “Isso é algo que temos que considerar como uma série. A violência sexual, quando usada como arma, ainda é incrivelmente prevalecente atualmente. Uma das coisas mais tristes sobre esse lockdown é que você está ouvindo sobre esses altos índices de violência e abuso sexual,” ela diz. “Uma em cada quatro mulheres provavelmente passará por algum tipo de agressão sexual ao longo da vida e isso é uma estatística insana. Eu acho que é uma pena que isso faça parte da nossa história. Mas também acho que tentamos adicionar algo positivo a essa conversa o máximo que pudermos. Sinto que, com o que lidamos na primeira temporada, mostrando um estupro masculino, que raramente é discutido ou mostrado, isso foi uma maneira corajosa e ousada de lidar com isso. Tentamos muito não empoderar os estupradores.

Enquanto a provação de Claire é difícil de assistir, os telespectadores sabem que, em nossa época, homens ignorantes continuam a responder às mulheres no poder de maneiras perigosas – basta ver os manifestantes anti-lockdown armados que entraram no Capitólio, nesta semana, após o estrito mandato de ficar-em-casa da governadora Gretchen Whitmer. “Acho que o egoísmo e a ignorância às vezes andam de mãos dadas e você vê isso com os Browns e com pessoas que não querem pensar além de suas próprias experiências,” diz Balfe. “Lionel Brown é todo sobre o que o afeta a qualquer momento de sua vida e o Dr. Rawlings ameaçou seus confortos muito egoístas. Acho que qualquer pessoa que esteja lá fora protestando com armas do exército contra algo que é para a saúde pública também não pode pensar além de suas próprias necessidades egoístas e isso é uma pena.

A série lida com a violência de uma maneira surpreendente. “Corremos um grande risco com o final da quinta temporada,” diz Balfe. “Esse nem sempre é o tipo de cenário que você gosta. Tentamos seguir as histórias do livro da maneira mais básica possível. E quando eles começaram a falar sobre levar isso a diante, falamos sobre essa ideia de não ficar com a Claire durante o estupro e sim ir para outro lugar – um estado desassociativo. Pensei: essa é uma maneira interessante e levemente educacional de poder abordar isso e fazer algo que tenha um ponto de vista que seja empoderador e respeitoso. Eu amo essa ideia de que a Claire é dita como uma personagem feminina forte. Mas quando as pessoas passam por coisas assim, não há uma ‘maneira forte’ de superar isso. Existem muitas maneiras diferentes sobre como as pessoas respondem. Gostei da ideia de mostrarmos a Claire… não sendo típica. É uma coisa muito difícil de passar. A resposta dela foi inesperada e achei que a maneira que abordamos isso foi empoderadora para a personagem.

Após este trauma, pode-se perguntar por que Claire não retorna ao seu tempo para se recuperar o máximo possível desta atrocidade. “Para Claire, este é o lar dela agora,” diz Balfe. “E eu acho que para todos, não importa o que aconteça na sua vida, há uma pequena parte de você que sabe que o lar é segurança. E mesmo que as pessoas tentem tirar isso de você, você lentamente tentará reconstruir isso, porque essa é a única coisa que nos dá mantém um pouco com os pés no chão e vai levar algum tempo, mas ela tem sua família por perto e isso será a chave para sua recuperação.

Sophie Skelton acha que o final da temporada, embora assustadoramente emocional, reflete as realidades de processar circunstâncias horríveis – que pode não ser linear ou previsível. “A Claire lida com isso de uma maneira muito diferente da Brianna,” ela diz, se referindo ao ataque de sua personagem na quarta temporada. “Claire fala sobre isso, enquanto Brianna ficou em silêncio por um tempo. Claire quer dizer a si mesma que ela será super resiliente e ficará bem, e então ela tem um colapso.

No entanto, o episódio também é um lembrete poderoso sobre a vulnerabilidade e permitir que as pessoas ajudem em tempos difíceis: “Espero que as pessoas tenham em mente que você está vendo esses personagens com defeitos; você está vendo eles entrarem em colapso e está vendo eles não conseguindo lidar com as coisas. Eu acho que, especialmente durante esse período, quando há muita incerteza no momento com essa pandemia e as pessoas estão sozinhas em casa ou passando por problemas financeiros, isso mostra que não há problema em não estar bem e, se você quiser conversar com as pessoas, as pessoas estarão lá. Penso especialmente naquela frase em que Brianna diz a Claire: ‘Você tem minha mão e meu ouvido, se precisar.’ Acho que é um momento tão amoroso e é tão verdadeiro – apenas saber que as pessoas estão lá para você, sem que você precise falar muito… Espero que as pessoas tirem um pouco de força disso.

A atriz e produtora executiva esmiúça os momentos mais pesados do episódio e o que ela espera da próxima temporada de Outlander

Aviso: Este artigo inclui discussões sobre abuso sexual. Aconselha-se a discrição do leitor.

Claire Fraser não está alheia a brutalidade. A primeira vez que vemos nossa heroína de Outlander, interpretada por Caitriona Balfe, na tela, ela está calmamente cuidando da perna terrivelmente mutilada de um soldado, seu rosto está coberto de sangue arterial e sua vida se tornou um pouco menos penosa após o término da Segunda Guerra Mundial. Desde que voltou no tempo para a Escócia do século XVIII, Claire passou por todo tipo de traumas – morte, aborto espontâneo, violência física e emocional nas mãos de inúmeros vilões – e saiu mais resistente do que nunca. Mas o final da quinta temporada centra no que pode ser a provação mais horrível de Claire até agora, após seu sequestro, feito por Lionel Brown e seus homens no clímax do episódio anterior. Os momentos de abertura desorientadores do episódio “Never My Love” mostra Claire em uma paisagem idílica, mas surreal, dos anos 1960, sugerindo imediatamente que este não será um episódio comum de Outlander. Logo fica claro que esta é a tentativa desesperada do cérebro dela de lidar com traumas indescritíveis quando ela é amordaçada, espancada e estuprada por vários homens.

Outlander sempre foi fascinado com a dinâmica do sexo e do poder e, por extensão, com as maneiras pelas quais a agressão sexual é usada como arma. Desde quando Jamie Fraser (Sam Heughan) foi estuprado por Black Jack Randall no final da primeira temporada, a série atraiu elogios por seu retrato incomum da violência sexual e seu impacto psicológico duradouro. Mais recentemente, porém, principalmente após o estupro de Brianna Randall Fraser (Sophie Skelton) na última temporada, também houve críticas ao que alguns consideram uma dependência excessiva do estupro como fonte de conflito e drama; algo que está nos romances de Diana Gabaldon, na qual a série se baseia. Embora Claire seja prontamente resgatada no meio do final da temporada, este episódio continuará uma conversa longa e, às vezes, cheia de discussões sobre o papel da violência sexual em Outlander.

É uma linha muito difícil que precisamos seguir,” Balfe  disse por telefone na semana passada. “Obviamente, tentamos manter o máximo de fidelidade possível aos livros, e [estupro] é algo que aparece com bastante frequência nas histórias de Diana. Quando se tem oito ou nove livros publicados no espaço de 20 anos, provavelmente não parece que exista muito, mas quando você está comprimindo tudo isso para a TV, isso se torna bastante difícil. Só podemos tentar fazê-lo da maneira mais respeitosa e, suponho, com o maior empoderamento possível.

Tanto para Caitriona Balfe quanto para os roteiristas do episódio, Matthew B. Roberts e Toni Graphia, o sequestro de Claire, retirado do sexto livro de Gabaldon, Um Sopro de Neve e Cinzas, em vez do livro cinco, como na maior parte da temporada, foi algo sensível de abordar. Eles consideraram fazer todo o incidente acontecer fora da tela, mostrando apenas as consequências, mas Balfe recusou essa opção.

Eu senti que se vamos fazer essa história, temos que fazê-la ter um proposito,” ela explica ela, “e fazê-la dizer algo sobre a experiência que talvez possa adicionar algo positivo ao assunto.” A cena teve que permanecer fundamentada na experiência de Claire, sem mostrar detalhes gratuitos ou dar muita ênfase aos agressores. Sendo Outlander, talvez não seja surpresa que a solução seja viajar no tempo.

Para Balfe, a sequência de cenas deu certo quando Roberts sugeriu a ideia de alternar imagens do futuro de uma realidade imaginária e impossível dos anos 1960, na qual Claire, Jamie e toda a sua família se reúnem para o jantar de Ação de Graças em uma casa de campo pitoresca e distintamente moderna. Enquanto Claire entra e sai da consciência, durante sua provação, ela se refugia nessa sequência dissociativa de sonhos, onde as coisas parecem bucólicas, mas desconfortáveis.

Passamos por alguns rascunhos [de roteiro], tentando chegar ao lugar certo“, lembra Balfe, que foi produtora executiva pela primeira vez na quinta temporada e apreciou seu papel expandido no processo. “Queríamos ter certeza de que estava muito claro que esse é um estado dissociativo e é um mecanismo que Claire usa e que não se tornou: ‘Oh, olha que legal é ter todo mundo nos anos 60!’” É fácil entender essa preocupação – os fãs sabem há muito tempo que Jamie não tem a capacidade de viajar no tempo, o que torna a oportunidade de vê-lo na linha do tempo dos anos 1960 irresistivelmente tentadora. “No início, quando os roteiristas tiveram essa ideia, eles se perderam um pouco na emoção dessa noção, e definitivamente tivemos que recuar bastante”.

Por exemplo, Balfe diz que Claire, originalmente, tinha muito mais diálogo durante a sequência imaginária, que foi retirada e aprimorada para garantir que ela acompanhasse a realidade do que estava acontecendo com ela. “Eu senti que era muito importante que a única vez que a ouvíssemos falar fosse dizer ‘não’, porque era o que ela estaria dizendo na realidade ou chamando por Jamie. Essas são as únicas duas vezes em que você ouve Claire dizer alguma coisa, durante todo esse estado de imaginação desassociada. Ela nunca participa da conversa.” Longe de ser o momento para agradar os fãs que ele poderia ter sido, a sequência de cenas do jantar foi projetada para manter Claire um grau distante, de modo que “sempre sabemos que a razão pela qual estamos lá é que algo realmente terrível está acontecendo com Claire e ela construiu esse lugar como um local seguro para sua mente.

A frágil sensação de paz dentro da sequência de cenas finalmente desmorona com a chegada de dois policiais uniformizados que dizem a Claire que sua filha Bree, o genro Roger e o filhos deles foram mortos em um acidente de carro. É um momento chocante que confunde a ansiedade real de Claire sobre o destino do casal – que, até onde ela sabe, acabou de viajar de volta, através das pedras, para o futuro – com a morte de seu primeiro marido, Frank, em um acidente de carro por volta de 1966. “É interessante que ela confunda essas duas ideias de Brianna e Frank“, reflete Balfe, observando que a época tem um significado adicional para Claire. “Houve um período depois que Frank morreu, e antes que ela voltasse ao passado para encontrar Jamie, quando Claire era a sua própria mulher. Ela estava no controle de sua própria vida e de seu próprio destino como mulher trabalhadora moderna e, neste momento de impotência, é por isso que ela foi a esse lugar.”

Apesar dos tremores de trégua oferecidos pela sequência dos sonhos, os 20 minutos de tela que Claire passa em cativeiro são quase insuportáveis de assistir, repletos de close em seu rosto aterrorizado. “A nossa equipe não poderia ser mais protetora comigo,” diz Balfe com carinho, sobre filmar essas cenas, “e Ned Dennehy, que interpreta Lionel, é simplesmente um amor e é muito respeitoso. Essas cenas são difíceis, mas você precisa apenas ir até lá com a personagem até certo ponto e tentar honrar essa experiência horrível pela qual ela está passando.”

O ataque assume uma dimensão ainda mais feia, depois que Lionel revela que ele sabe que Claire é, na verdade, o misterioso Dr. Rawlings, que em suas palavras tem “espalhado ideias perigosas, dizendo às mulheres como enganar seus maridos, como negar a eles seus direitos concedidos por Deus.” Na realidade, o que Claire fez em seu boletim do Dr Rawlings foi aconselhar sobre contracepção, para que mulheres, como a esposa de Lionel, pudessem tomar decisões para evitar engravidar de seus cônjuges abusivos.

Como todas as conversas que ocorrem em nossa nova realidade pandêmica, meu telefonema com Balfe começou com alguns minutos de conversa desorientada sobre o lockdown, cada um de nós isolado em nossas respectivas casas. E, quando nos voltamos para discutir a maneira como a agressão sexual de Claire é enquadrada como uma ferramenta violenta do patriarcado, Balfe aponta a ressonância oportuna da história à luz de uma estatística preocupante que emergiu do confinamento. “Os casos de violência doméstica e sexual contra mulheres dispararam. É fácil colocar essas coisas na TV e falar sobre isso em termos de dispositivos da história e assim por diante, mas ainda não estamos tendo as conversas adequadas sobre por quê isso ainda é tão prevalente.”

Outro aspecto da série que ganhou nova ressonância é o papel de Claire como médica, em um momento em que os profissionais de saúde são legitimamente aclamados como heróis. “Você realmente vê que é um dom que as pessoas têm,” diz Balfe, lembrando de um segmento recente da BBC que ela viu que mostrava pessoas que se recuperaram do coronavírus. “Um deles era um jovem médico e, no instante em que melhorou, ele estava voltando para ajudar novamente. Foi extraordinário de assistir.” É fácil imaginar Claire agindo com a mesma firmeza diante de uma pandemia (vocês se lembram de quando ela salvou Paris de um surto de varíola na segunda temporada?) “É mais do que uma carreira, é uma paixão e um dom e estou muito feliz que conseguimos vê-la cumprir esse lado dela ainda mais este ano. Eu senti falta disso na última temporada.”

O orgulho e a gratidão de Balfe são palpáveis, ​​enquanto ela fala sobre a série e seus fãs dedicados. Mas um lado sombrio da experiência de Outlander veio à tona mês passado, quando Sam Heughan falou sobre o “abuso” que ele sofreu de agressores na internet que o submeteram a insultos, perseguições e ameaças de morte. Pergunto a Balfe se ela passou por tratamento semelhante, embora ambas saibamos que a pergunta é quase retórica. “Sim, muito,” ela confirma, antes de enfatizar que as vozes negativas são um subconjunto muito pequeno do que é basicamente um adorável grupo de fãs. “O que é estranho para mim é o desejo de seguir algo com tanto fervor, dedicar tanto tempo a isso, mas odiar as pessoas envolvidas. Eu simplesmente não entendo. E como alguém que sofreu bullying quando criança, não é algo que eu pensei que teria que enfrentar novamente nos meus 30 anos.”

Em cinco temporadas, diz Balfe, tanto ela quanto Heughan aprenderam amplamente a navegar por esse aspecto do grupo de fãs, mas há momentos – principalmente nos últimos tempos – que pareceu mais difícil administrá-los. “Tento ignorar o máximo que posso, mas entendo por quê Sam falou. As pessoas podem dizer o que quiserem de mim, eu realmente não me importo, mas quando as pessoas vão atrás das pessoas com quem estamos – quando vão atrás do meu marido ou de quem [Sam] está namorando – é quando as coisas são realmente dolorosas. Você percebe que, por causa da carreira que escolheu, outras pessoas em sua vida estão se machucando e elas não escolheram nada disso. É aí que ultrapassa o limite.

As gravações da sexta temporada de Outlander deveriam começar esta semana, mas agora estão no limbo, juntamente com inúmeras outras produções. No entanto, Balfe tem uma noção de onde as coisas irão e espera que este capítulo sombrio para Claire estabeleça as bases para um rico arco de recuperação. Dada a própria história de Jamie, ela também espera que Outlander possa contar uma história que parece relativamente sem precedentes na televisão: a experiência de um marido e uma esposa que sobreviveram à violência sexual. “Não sei se você pode considerar isso uma sorte, mas o que será útil para ela é que Jamie entende e teve sua própria experiência com isso. Eles poderão compartilhá-la de alguma forma. Temos a oportunidade de ver isso de uma maneira muito única, por isso espero que possamos fazer algo ótimo com isso.” E apesar da Claire ter uma feição frágil e corajosa durante grande parte do final, Balfe diz inequivocadamente que seu trauma será explorado ao longo de muitos episódios futuros.

Claire é uma personagem que é muito chamada de ‘uma mulher forte’ e acho que, às vezes, isso pode ser uma armadilha,” ela sugere. “Esse tipo de coisa pode acontecer com qualquer pessoa e parece importante mostrar que a força não está na capacidade de superar algo, ou na capacidade de abrir caminho em todas as situações. Acho que a Claire precisa sentir que isso não a destruirá, mas você não passa por algo assim sem que isso te mude profundamente.

Se você ou alguém que você conhece foi afetado por abuso sexual e precisa de ajuda, acesse mapadoacolhimento.org, eles possuem profissionais habilitados a ajudar quem precisa de ajuda em momentos como esse.

Confira a sinopse e a promo do último episódio da quinta temporada de Outlander que será exibido em 10 de maio pela Starz (EUA) e 11 de maio pela Fox Premium 1 (Brasil, às 00h de Brasília).

“Never My Love” – Claire luta para sobreviver o tratamento brutal de seus sequestradores. Jamie fará de tudo para resgatá-la.

Outlander estrela Caitriona Balfe como Claire Fraser, Sam Heughan como Jamie Fraser, Sophie Skelton como Brianna Randall Fraser, Richard Rankin como Roger Wakefield, César Domboy como Fergus, Lauren Lyle como Marsali.

Episódio escrito por Toni Graphia e Matthew B. Roberts e baseado no livro da escritora, A Cruz de Fogo.

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As gravações da sexta temporada seriam iniciadas em abril, porém, devido à pandemia de Coronavírus, elas foram adiadas, sem data para retorno. Caitriona Balfe informou em seu Twitter que já leu os primeiros roteiros da sexta temporada de Outlander.

Como parte do Desafio 2.6 em prol da World Child Cancer, Caitriona Balfe decidiu fazer mais uma sessão de perguntas e respostas, pa interagir com os fãs durante este período de quarentena.

#DesafioDoisPontoSeis Corrida finalizada. Agachamentos feitos. Polichinelos feitos. Rosca simultânea finalizada. Desenhos quase finalizados. Que tal 26 perguntas e respostas???? #AskCait

Gabi: Como você aprendeu a desenhar?
Caitriona Balfe: Primeira pergunta!!! Como vocês verão dos resultados, mais tarde, faz muito tempo desde a última vez que desenhei. Eu fiz aula de arte no ensino médio, mas não desenhei desde então. Esta foi uma curva de aprendizado acentuada e acho que mirei alto demais (26 é muito), mas foi divertido e por uma boa causa.

Kasey: Qual é a sua tarefa doméstica preferida e a menos preferida?
Caitriona Balfe2. Menos preferida tem que ser lavar o chão… ou lavar roupa..? Preferida (mas ainda não sou fã), passar aspirador. 

Ale: Você já pensou em começar a escrever durante este período de quarentena?
Caitriona Balfe3. Sim… Estou fazendo um pouco disso, [mas] estou achando difícil se inspirar em alguns dias…

Connie: Você já se cansou de cozinhar?
Caitriona Balfe4. Estou mais cansada de cozinhar do que estou de comer!!!! Assarei alguma coisa mais tarde!!!

Connie: O quanto você e Sophie se divertiram naquela praia? As baleias foram computação gráfica?
Caitriona Balfe5. Com certeza eram baleias de computação gráfica… E foi muito divertido, mas muito frio!!!

Sue: Qual dos desafios você mais gostou?
Caitriona Balfe: 6. Desenhar foi o mais divertido, se eu não tivesse que fazer tantos… aghhhhhhhhhhhhhh

Jessica: Qual é a sua música preferida do momento?
Caitriona Balfe7. The Real God Colony

Jess: Os seus entes queridos estão bem durante tudo isso?
Caitriona Balfe: 8. Sim, todos estão bem. Obrigada! Espero que os seus também estejam.

Ffion: Alguma dança louca por causa do tédio?
Caitriona Balfe: 9. Sempre há dança louca!!!

Angelina: Qual é o seu ditado ou citação preferida? A minha é “Viva os seus sonhos, não sonhe a sua vida”, tenho isso tatuado!
Caitriona Balfe: 10. Nas palavras de Elizabeth Taylor, “Sirva uma bebida, passe um batom e se recomponha” (Me pego dizendo isso muito para mim mesma!!)

Elena: Você pensou em aprender mais da lingua de sinais britânica?
Caitriona Balfe12. Eu estava assistindo muitos vídeos ontem e hoje e adoraria aprender mais.

Caitriona Balfe: 13. Postarei 26 das minhas múúúúúsicas para correr!!!

Liron-Inbal: De todos os lugares em que você morou, qual foi o seu preferido e por quê?
Caitriona Balfe: 14. Cada um foi muito especial em diferentes momentos da minha vida… Eles são como meus filhos… Eu os amo igualmente por diferente motivos!!!

Andrea: Há algo que você planeja fazer assim que a quarentena acabar? Quero ir visitar os meus pais.
Caitriona Balfe15. Estou sonhando em nadar no mar.

Morry: Olá! Do Flag of Japan
Caitriona Balfe: 16. Olá!!!! Konnichi wa 👋🏼👋🏼👋🏼

Lis: Quão destruídos estaremos depois do final da temporada? 😩😩
Caitriona Balfe: 17. Sinto que ela termina com sentimento de esperança, então, espero que mão muito destruídos.

Fernanda: O quão adorável/desafiador foi gravar com tantas crianças esta temporada? As suas fotos de bastidores com o Jemmy são tão fofas! #AskCait
Caitriona Balfe18. Eles eram adoráveis, mas não vou mentir, é desafiador!!!

Mags: Qual é a sua fruta preferida?
Caitriona Balfe19. Mirtilos….

V: Você jogou jogos de tabuleiro nesta quarentena para passar o tempo? Se sim, qual?
Caitriona Balfe19. Words With Friends conta???

Lynn: Coisa preferida que você cozinhou ou assou durante esta quarentena? Receita?
Caitriona Balfe20. Fiz um frango com chipotle muito bom. Foi algo inventado, então não há receita. Mas estava delicioso!

Ju: Alguma dica para o meu tédio?
Caitriona Balfe: 22. Ative essa imaginação!

Reyes: Como você se sente após fazer todos os seus desafios? Estou tão orgulhosa de você. ❤️
Caitriona Balfe23. No momento, estou cansada após a minha corrida!!!

Chelle: Como você gosta do seu café?
Caitriona Balfe: 24. Apenas preto. Forte e quente!

Jess: Quando você disse na sua Live do Instagram, na sexta-feira, que você comeu bolo no café da manhã, que tipo de bolo foi? Estava bom?
Caitriona Balfe25. (Acho) Foi o bolo de cenoura que fiz… e estava delicioso… e é por isso que eu o comi no café da manhã… e jantar!!! 

Brigid: Como está a Eddie?
Caitriona Balfe26. Ela está bem, mas tem se sentido negligenciada nas últimas noites… aqui foi quando ela deixou claro que ela estava cansada de me ver desenhando e precisava de atenção!

No último dia 26 de abril, Caitriona Balfe participou do Desafio 2.6 para ajudar as instituições de caridades do Reino Unido neste momento de pandemia. No momento, muitos eventos de arrecadação de fundos para as instituições do Reino Unido foram cancelados ou adiados, fazendo com que muitos desses serviços passem por dificuldades.

Assim, o intuito foi cumprir algum desafio, de preferência temático relacionado com os números 2 e 6, e realizar uma doação de qualquer quantia para uma instituição do Reino Unido da escolha do participante. Caitriona Balfe escolheu a instituição que trata de crianças com câncer no mundo todo, a World Child Cancer. A atriz publicou em seu Instagram oficial um vídeo anunciando a sua participação e solicitando o apoio dos fãs.

Me preparando para o Desafio 2.6 em 26 de abril! Até agora, vou: 1. correr 2.6 milhas, 2. fazer 26 agachamentos, 3. fazer 26 polichinelos, 4. subir montanha 26 vezes, 5. desenhar 26 personagens de ‘Outlander‘, 6. assar 26 muffins/cookiess (metade de cada), 7. dizer ‘olá’ em 26 línguas. Continuem a enviar sugestões para o resto das coisas e, por favor, se puderem gastar algo, me apoiem. Eu e todos na World Child Cancer realmente apreciamos. X

Além de correr 2.6 milhas (4,18 km), em 26 de abril, data da maratona de Londres, a estrela de Outlander ofereceu a oportunidade dos fãs escolherem 12 tarefas que ela realizaria 26 vezes, entre elas: 26 agachamentos, 26 subidas na montanha, 26 polichinelos, 26 roscas simultâneas (exercícios de braço), assar 26 muffins/cookies, dizer “olá” 26 vezes, desenhar 26 personagens de Outlander e responder 26 perguntas de fãs no Twitter.

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No total, até agora foram arrecadados £36,444 mil (cerca de R$250 mil reais) com mais de 1080 doações do mundo todo. É possível doar até amanhã, 3 de maio.

Confira o vídeo de agradecimento de Caitriona Balfe a todos que doaram.