Buzzfeed | 10 coisas que ficamos sabendo com o elenco de ‘Outlander’

  • 10 de outubro de 2018

O Buzzfeed conversou com o elenco de Outlander na New York Comic Con, antes do painel de sábado que apresentou o primeiro episódio da nova temporada da série. Confira o que Caitriona Balfe, Sam Heughan, Sophie Skelton e Richard Rankin revelaram sobre a quarta temporada.

Primeiro, a quarta temporada trata muito sobre reconstruir esse mundo que conhecemos por três temporadas. Como foi isso?
Caitriona Balfe: Jamie fez tudo sozinho.
Sam Heughan: [risos] É, ele é muito bom nisso, sabe, martelar.
Sophie Skelton: Na verdade, nem estamos nessa temporada. [risos] É só o Jamie.
Sam: É divertido estar em um novo mundo e mostrar a América em sua infância e todas as diferentes culturas que a compõem. É legal gravar bastante na floresta.

Vocês ainda gravaram na Escócia, mas a transformaram na América Colonial. Como foi isso?
Caitriona: Você se sente como se estivesse no fundo de um dos estúdios principais, pois construímos essa cidade inteira em uma pequena área [externa]. Para mim, é aquela coisa de se sentir como uma criança quando você entra em um set e você percebe que é tudo fachada. E é tão legal.
Sophie: Você passa por uma porta e fica maravilhado.
Caitriona: Isso! Você passa por uma porta e você fica, “Minha nossa, é um campo.” Gary [Steele] fez um trabalho tão incrível. Nossa equipe de produção, toda a equipe, eles fazem um trabalho maravilhoso. Tipo, River Run também. É tudo tão impressionante. Acho que coisas assim mudam a sensação e a atmosfera da série.
Sophie: Também é ótimo para o nosso trabalho, porque isso ajuda a se colocar totalmente no local, tanto quanto os trajes ou qualquer coisa assim ajuda. Os cenários são incríveis. Os detalhes neles também.

Vocês viajam para cima e para baixo na Costa Leste, não só na década de 1760, mas também no final dos anos 1960.
Richard Rankin:
Sim, a história se move por tantos lugares. É uma prova do quão talentosa a equipe [do departamento de arte] é. Eles têm que construir coisas de última hora e podem ser cenários e locais tão diversos. Eles trazem tudo à vida com tantos detalhes. É muito fácil imergir nela.

Sam e Caitriona, esta é a primeira vez que realmente vemos o Jamie e a Claire tentar se estabelecerem. Como isso muda a dinâmica de vocês essa temporada?
Caitriona:
Acho que esse é um lado muito diferente da Claire. Tipo, em outras temporadas focamos tanto nela ser tão motivada pela carreira dela. Acho que essa é uma versão mais calma dela, em muitos aspectos, e mais satisfeita. O fato de que ela e Jamie estão finalmente juntos e construindo um lar, essa é a primeira oportunidade que ela teve de realmente focar na vida familiar e no relacionamento deles. Isso foi bem diferente para mim.  É um novo desafio interessante poder explorar isso.
Sam: E Jamie, ele está contente, acho que essa é uma ótima palavra para dizer. Ele sempre quis ter um lar, uma família e uma família de agregados. Ele consegue isso nesta temporada. Ele tem a oportunidade de se estabelecer. Ele se apaixona pelo país e pela terra. Ele está cercado por aspectos de ter uma família. Ele tem o jovem Ian e a Claire e, claro, a Brianna, de certo modo. Então, por um curto período, é bastante pacífico.

Sophie e Richard, este é o meu livro preferido da série e muito disso tem a ver com o crescimento [do relacionamento] da Brianna e do Roger. Como é isso, não só explorar seu relacionamento juntos, mas também os seus personagens separadamente?
Sophie: Acho que essa foi a coisa legal dessa temporada, pois, como você disse, esse é o meu livro preferido. Acho que para a Bree e para o Roger, tudo até agora tem preparado a história para esta temporada. Acho que há uma dinâmica muito legal em termos deles terem esse tipo de relacionamento que vai e volta. Novamente, todas as vezes que eles se reúnem, eles são separados. Ambos estão lidando com os seus próprios problemas individuais. Ambos estão se recuperando da morte de seus pais, e Brianna lida com, basicamente, deixar a mãe dela partir. Eles também têm esse relacionamento a distância e tudo o que vem com isso. Então, enquanto Jamie e Claire tem um novo começo, esses dois estão nas águas lamacentas do que acabou de acontecer.
Richard: Também tivemos uma introdução muito moderada à série, o que foi uma coisa boa, pois você tem muito tempo para pensar. Estivemos apenas no final da segunda temporada e em alguns episódios da terceira, mas saber da série e do mundo em que ela se passa ajudou muito para a quarta temporada. Sabemos exatamente onde os personagens estão e onde estamos com a história. Então, acho que foi uma grande vantagem. Foi bom explorar, como você disse, juntos e separados e o que eles estão lidando, pois estão lidando com muito na vida individual deles, sem se importar de tentar lidar um com o outro. Eles estão lidando não só com um relacionamento à distância, mas com tudo o que vem com os Frasers.
Sophie: Também acho que, e para nós também, vocês viram só as semelhanças deles, enquanto que nessa temporada, verão que eles têm pontos de vista completamente diferentes em assuntos muito importantes.

Como foi explorar mais da década de 1960 nessa temporada e a vida da Brianna por conta própria?
Sophie:
 Acho que não vimos muito dos anos 1960. O que eu gosto no início dessa temporada é que você vê um assunto muito importante dos anos 1960 em termos da revolução sexual e o fato das pessoas estavam começando a se afastar das crenças religiosas, como o sexo antes do casamento e tudo isso. Acho que isso é uma coisa muito boa para mostrar nesta temporada em termos dos anos 1960. Nós vimos apenas o lado mais leve [dessa era] até agora.

Um dos personagens que chega nesta temporada é a tia de Jamie, Jocasta. Como isso afetará o relacionamento da Claire e do Jamie?
Caitriona: 
Acho que esse episódio foi um tanto difícil em alguns aspectos para muitos nós, porque foi um pouco diferente do que estava no livro. Jocasta, interpretada incrivelmente pela Maria [Doyle Kennedy], ela é simplesmente incrível. Para a Claire, ela vê o Jamie tão feliz se conectando com parte da família dela, mas para ela, há esse muro que nunca vai sumir entre ela e a Jocasta, pois elas têm opiniões tão opostas [sobre certas coisas]. Claire nunca entenderá o ponto de vista da Jocasta e a Jocasta nunca entenderá o ponto de vista dela. Acho que há um respeito mutuo ali e uma admiração mutua, em alguns aspectos, [mas] é apenas uma barreira intransponível.
Sam: E para o Jamie, como você [Caitriona] disse, é o último parente vivo dele, de certo modo. Ela se parece e soa como a mãe dele e, para ele, é uma coisa muito emotiva. Inicialmente, é muita felicidade para ele. Mas são sentimentos diversos para ele, por causa da vida dele com a Claire.

Também há o Stephen Bonnet. Os fãs dos livros sabem como ele se torna importante mais tarde. Como é preparar o terreno para o papel dele avançar?
Sam:
 É, Jamie e Stephen têm um relacionamento interessante e há tanta repercussão mais tarde. Ele é um vilão e tanto.

Sophie, mesmo a Brianna não tendo viajado no tempo com a Claire na terceira temporada, ela ainda sente uma ligação e uma curiosidade quanto ao Jamie e ao passado?
Sophie:
 Claro que a ideia de conhecer o pai biológico dela seria algo maravilhoso para ela, mas ao mesmo tempo, o Frank era o pai dela e isso é algo que vocês verão essa temporada. Isso é algo que ela realmente se sente dividida, ela sente que está traindo o Frank se ela se aproximar desse outro lado dela. Ela começou um novo mundo para ela nos anos 1960. Ela largou o curso de história e foi para a engenharia. Ela tem novos amigos e tem o Roger, a vida toda dela está nos anos 1960. Por pior que pareça, não há nada para ela no passado. Ela tem o conhecimento que a mãe dela está feliz no passado e essa é uma bela imagem para a Bree.

Vocês têm um momento preferido para os seus personagens que vocês podem falar um pouco?
Richard: Cantar foi uma experiência interessante, porque eu tive que tocar algumas músicas, uma das quais foi um pouco difícil de tocar. Era, originalmente, uma melodia de violino que foi reorganizada para o violão. Acho que deixei todo mundo louco ensaiando aquela música sem parar. Com certeza foi uma experiência interessante.
Sophie: Atirar com um rifle.
Caitriona: Tipo, existem cenas entre nós [Caitriona e Sam], mas isso não é novidade. Há definitivamente cenas que foram ótimas de gravar que são específicas dessa temporada.
Sam: Acho que o conhecimento sobre a Brianna [existir] é um verdadeiro catalisador. Acho que, de certa forma, essa temporada é quando a verdadeira história começa.
Caitriona: Acho que eles estão nesse mundo muito contente, mas há outra coisa acontecendo [Brianna vivendo a vida dela]. Os riscos são altos [essa temporada] e acho que essas são coisas ótimas, como atores, de poder mostrar. Há muitos elementos novos, coisas que não tínhamos feito antes, o que foi bom.