Caitriona Balfe fala sobre uma Claire mais madura e história norte-americana na quinta temporada de ‘Outlander’

  • 13 de fevereiro de 2019

Durante a temporada de painéis no Television Critics Association, Caitriona Balfe conversou com a mídia sobre o que esperar da quinta temporada de Outlander. A atriz contou que está prestes a começar as gravações da nova temporada e refletiu sobre o retrato de situações sexuais delicadas que a série faz.

Você está no meio da quinta temporada agora?
Caitriona Balfe:
Ainda não começar a gravar. Vamos começar em algumas semana, então estou aqui para a estação chuvosa do Valet e aí vou retornar para a estação chuvosa de Glasgow.

Você já viu alguma coisa do roteiro?
Caitriona Balfe:
Eu vi alguns resumos, mas nenhum roteiro ainda.

O que te deixa animada na nova temporada?
Caitriona Balfe:
Acho que estou ansiosa por muita coisa nesta próxima temporada. Acho que há muitas coisas interessantes que poderemos explorar em termos de família, lealdade e especialmente na política. É tudo muito novo para mim, todo esse tipo de Era na história americana. Entender os meandros do que estava acontecendo na América naquela época, durante a sua infância, as pessoas que estavam chegando ao país, com quem a lealdade deles estava. É tudo muito interessante e muito novo, então isso é muito emocionante.

É muito diferente da política e da história escocesa, então acho isso muito interessante. E também, explorar a vida de uma mulher mais velha, estou achando isso realmente interessante e estou tentando aprender e apreciar onde ela está, quais são os valores dela, quais coisas se tornam importantes para ela. É um novo território para mim também, porque ainda não sou tão velha.

Quantos anos ela tem?
Caitriona Balfe:
Ela já entrou na casa dos 50, na verdade, então ela tem uns 53, 54 anos a essa altura, mas eu não.

Você espera aguentar firme bem quanto ela?
Caitriona Balfe: Ela aguenta muito bem. Tenho que imaginar que algo acontece ao passar pelas pedras, mas é muito interessante. Ela é uma avó nesta temporada, o que eu acho que é um momento muito interessante na vida de uma mulher. É ótimo poder explorar isso e ter a família completa por perto e também aprofundar esse casamento e esse relacionamento de nova maneiras, pois a vida deles agora é muito nova. Este é um novo papel que eles estão assumindo. É um novo lugar e eles se estabeleceram nessa nova comunidade, então acho que é muito interessante.

Você não cresceu aqui [nos Estados Unidos] e nem a Claire. A cena em que você conhece o George Washington…
Caitriona Balfe:
O significado disso ficou um pouco perdido para mim. Eu fiquei tipo, ‘o que é essa coisa de cerejeira, de verdade?’ E todo mundo ficou tipo, ‘todos na América sabem sobre isso’. Esta é a coisa divertida em como a Diana teceu essas histórias através de eventos históricos reais. Podemos incluir essas grandes figuras históricas na série, seja o Bonnie “Prince” Charlie, antes, e pessoas diferentes, o rei Luis e todas essas coisas. É bom poder fazer isso na América também e acho que, talvez, daqui para frente haja mais alguns, então é bom.

Você já leu toda a história?
Caitriona Balfe:
Não, eu acabei de começar o sexto livro. Então estou lendo e parando no momento.

Eles ainda não chegaram na Filadélfia?
Caitriona Balfe: Não.

Há algo do quinto livro que você está realmente animada para mostrar?
Caitriona Balfe: Sim, muito. Eu ainda não sei exatamente o que vai acabar na série, mas, como eu disse, também tem muita Claire, como na temporada passada. O lado médico dela de certa forma foi colocado de lado, pudemos ver pequenos vislumbres disso. Acho que agora que eles vão se estabelecer em Fraser’s Ridge, essa é uma oportunidade verdadeira para ela se ter esse tipo de lado profissional de sua vida de volta de uma maneira que é muito gratificante para ela. Então, acho que isso é emocionante também.

Esta é a temporada em que ela descobre como fazer éter?
Caitriona Balfe:
Ela descobre como fazer a penicilina, que é muito importante.

Ela coloca tudo em chamas?
Caitriona Balfe:
Ela ainda não fez isso.

Por que é importante contar histórias realistas tanto sobre violação sexual quanto prazer sexual? E falamos de espaços seguros. Como é como atores?
Caitriona Balfe:
Primeiro de tudo, contar a vida sexual de Claire através desse olhar feminino ou do sexo que Jamie e Claire têm, é muito importante para quem eles são como um casal. E isso é um aspecto importante, eu acho, da história. Eu acho que a violência sexual também é uma parte importante da narrativa, se você vai contar a história verdadeira do que estava acontecendo naquele tempo naquele lugar. Temos uma responsabilidade, penso eu, em tentar fazer isso de uma maneira responsável e tentar dar função aos personagens que estão sendo vitimizados. E acho que fizemos um ótimo trabalho não só mostrando o ato, mas também as repercussões. Acho que isso foi tão importante na história de Brianna, nesta temporada, pudemos ver os efeitos duradouros do que acontece quando você é estuprada e como isso afeta não apenas a pessoa, mas também a família.

Então, sim, é definitivamente uma parte da série de livros e, portanto, faz parte da nossa série. Está no DNA dela, mas acho que todos nós gastamos muito tempo tentando fazer isso da maneira certa. Como atores, desde muito cedo, Ron Moore foi muito claro que ele queria fazer isso de uma maneira diferente. Ele não queria fazer o seu típico sexo da TV e ele queria fazê-lo a partir de uma perspectiva feminina, de modo que isso automaticamente coloca você em um espaço muito mais seguro. E, então, é uma continuação de conversas e certificando-se de que toda vez que uma dessas cenas surge, não é apenas tipo, ‘ah, bom, vocês fazem isso, então vamos fazer a mesma coisa novamente’. Cada vez é uma nova conversa, por causa de como você se sente em relação a si mesmo e ao seu corpo e onde você está, isso muda de um dia para outro, de mês a mês. Você tem que se certificar constantemente de que todos estão confortáveis ​​e bem com algo que vai viver na internet ou em fotos ou em vídeo para o resto da sua vida.

Temos muita sorte de termos um diálogo aberto com nossos produtores e nossos escritores. É muito importante manter isso em aberto e manter uma conversa forte.

Você consegue ter o olhar feminino mesmo que o diretor seja homem?
Caitriona Balfe:
Sim, claro. Eu acho que há esse tipo de ideia de que só as mulheres podem contar as histórias das mulheres e só os homens podem contar as histórias dos homens. Isso é uma besteira completa. Tivemos alguns diretores que foram muito mais sensíveis e estavam muito mais sintonizados com a sensibilidade e a emoções deles do que algumas diretoras, mas eu não acho que isso se resuma ao seu sexo. Eu acho que é sobre o respeito e a sensibilidade e acho que todas as pessoas têm capacidade para isso.