Caitríona Balfe falou sobre seu visual do Oscar 2022 à Vanity Fair, enquanto foi fotografada pelo fotógrafo Greg Williams.

Ela também combinou o visual retrô com um colar Van Cleef & Arpels de 1957.

Ao selecionar seu vestido para o Oscar 2022, Caitriona Balfe olhou para o passado em busca de inspiração, pegando dicas de estilo em uma das atrizes mais icônicas da história de Hollywood: Grace Kelly.

A estrela de Belfast conseguiu capturar perfeitamente a estética das mulheres fatais da telona do passado em um vestido branco personalizado da Louis Vuitton com alças cravejadas de joias e um peplum que descia em uma cauda de babados. Ela completou o visual com um colar Van Cleef & Arpels, bem como brincos de diamantes, uma pulseira e um anel da marca. Balfe explicou à Vanity Fair: “A inspiração para o visual desta noite foram as criações de Cristobal Balenciaga dos anos 1950 e 1960“. Foi nessa época que o falecido estilista se tornou sinônimo de vestidos desenhados para mostrar a figura de uma mulher de maneiras únicas, contando com estampas grandes ou envolvendo o corpo em colunas para abstrair a silhueta. Ela acrescentou que especificamente “queria que Nicolas [Ghesquière, diretor criativo da Louis Vuitton] brincasse com isso“.

Balfe ficou encantada com o visual final que o designer criou, mas observou que seu aspecto preferido foi “como esse lindo tafetá de seda nas costas se encontrava com as tiras de cristal e fluía para este bela calda arquitetônica“. Mas, é claro, nenhum visual do Oscar estaria completo sem algumas joias de cair o queixo para acompanhá-lo. O colar Van Cleef & Arpels do ator foi um destaque particular, pois ela pontuou que é “uma bela peça de 1957. Ele se encaixou tão perfeitamente com minha inspiração da Balenciaga dos anos 1950 com um toque de Grace Kelly e nós o acentuamos com lindos brincos de diamante, pulseira e anel.

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Além dos novos moradores da Cordilheira Fraser, a equipe e elenco de Outlander deu as boas vindas a mais um membro vital da equipe e que deveria ter chegado há muito tempo: Vanessa Coffey, uma profissional intitulada de Coordenadora de Intimidade que veio para ajudar os atores nas cenas mais intimas da série.

O elenco da série falou ao Entertainment Weekly sobre a importância de ter tal profissional no set de filmagens e como isso ajudou a tirar a pressão na hora de gravar tais cenas.

Essas coisas simplesmente não estavam disponíveis“, explica Balfe sobre quando eles começaram a filmar a série. “Ou se estava, simplesmente não era algo comum.

Conforme os movimentos como o #MeToo impulsionaram mudanças na indústria, isso incluiu um esforço para coordenadores de intimidade no set para ajudar os atores a navegar em cenas envolvendo nudez e momentos íntimos. “Com cenas de luta, você tem um diretor de luta“, acrescenta Heughan. “Você coreografa ela, sabe exatamente o que vai acontecer e, então, isso permite que o ator explore e faça seu trabalho: atuar“.

Foi Heughan, na verdade, quem apresentou Vanessa Coffey à produção. Mas todo o elenco e equipe deram as boas vindas a sua presença no set.

Percebi o quanto fomos levados a fazer algo que não sabíamos como fazer“, reflete Heughan. “Havia muita pressão sobre nós como atores menos experientes para acertar. A cada ano que passava ou a cada temporada, eu sentia a pressão. Ela caiu sobre nós. [Vanessa] nos deu as ferramentas para explorar essas cenas, tirar o ator e nos tirar dela e abordá-la através de uma maneira do personagem. Mas também para facilitar as cenas, porque elas são estranhas de se filmar.

Balfe expande, acrescentando: “Fomos colocados em uma posição em que era [Sam] e eu realmente decidindo o que estaria nas cenas. É uma negociação constante entre o diretor e os produtores e quanto os produtores querem versus o quanto nos sentimos confortáveis, então, em vez de focar no que os personagens estavam fazendo nas cenas, você tinha que passar por toda essa defesa nossa e dizer: ‘Bem, eu realmente não quero que você mostre tanto.’ Nunca são conversas confortáveis ​​e, às vezes, podem causar tensões.

Agora, o elenco tinha um intermediário, que poderia ajudar a aliviar essas tensões e comunicar qualquer desconforto de uma maneira menos tensa. “É muito importante que as pessoas tenham voz e ter esse intermediário lhe dá uma barreira protetora“, acrescenta Sophie Skelton, que interpreta Brianna Fraser, ela mesma uma figura em várias cenas de sexo e uma cena de estupro muito intensa. “Isso te protege um pouco, porque você pode dar suas opiniões honestas a essa pessoa e ela pode transmiti-las, mas elas não necessariamente vêm de você. Isso significa que você pode ter um pouco mais de discussão e mais controle sobre como seu corpo é tratado e exposto.

Para Balfe, ter essa presença no set foi especialmente essencial nesta temporada, quando sua própria gravidez causou ainda mais constrangimento em expor seu corpo na tela. “Ela é capaz de entrar e realmente usar uma linguagem que neutraliza isso para todos“, diz Balfe. “Ela intermedia entre nós e os produtores ou o diretor dizendo o que será aceitável para todos. Especialmente nesta temporada, eu estava grávida, e era muito vulnerável para mim me colocar nessas situações. Não foi o mais fácil, e tê-la lá defendendo e dando um apoio foi incrível“.

Na última quarta-feira, os atores Caitríona Balfe, Sam Heughan, Sophie Skelton, Richard Rankin, o showrunner Matthew B. Roberts e a produtora Maril Davis estiveram no Wolf Theater, na Television Academy (a mesma responsável pela premiação do Emmy), em Los Angeles, para apresentar a nova temporada de Outlander para os críticos. O evento marca o início da campanha da série para a temporada de premiações televisivas 2022/2023.

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Caitríona Balfe conversou com alguns veículos de imprensa na chegada do evento, entre eles o Extra. Na entrevista legendada a seguir, a atriz falou sobre a jornada de sua personagem na nova temporada e como os eventos da quinta temporada afetarão Claire. Ela também contou como foi importante, nesta temporada, ter uma Instrutora de Cenas Intimas no set, o que a ajudou a se sentir mais segura, principalmente por ter gravado grávida.

Esta foi a primeira vez que todo o elenco principal da série se uniu presencialmente desde o início da divulgação da nova temporada.

Veja a seguir os melhores momentos do painel, legendado pelo Fraser’s Ridge Brasil.

Inicio » Eventos e Aparições Públicas | Events & Public Appearances » 2022 » 03.09 | Painel de exibição “Para Consideração” da Sexta Temporada de ‘Outlander’ ao Emmy, em Los Angeles

A sexta temporada de Outlander já está disponível no aplicativo da Star+ no Brasil, com episódios inéditos toda quarta-feira.

Para comemorar o Dia Internacional das Mulheres, o jornal irlandês The Irish Examiner divulgou uma lista das 100 mulheres que estão mudando a Irlanda em 2022.

Caitríona Balfe aparece na lista na categoria Criatividade. As demais eram Liderança, Inovação, Inspiração & Comunidade e Esporte.

100 Mulheres de 2022

Essas mulheres fazem do seu negócio perturbar nossa percepção do que significa ser uma mulher no mundo de hoje. Agentes de mudança, powerbrokers, quebradores de preconceitos e defensoras da humanidade, preparem-se para serem inspirados por mulheres da Irlanda que estão mudando o mundo em 2022.

Nascida em Dublin e criada em Monahan, estudando teatro no DIT em Rathmines, Caitríona construiu discretamente uma carreira de superstar enquanto evitava os holofotes. Seu papel como Claire Fraser em Outlander lhe rendeu quatro indicações ao Globo de Ouro e graças a uma performance magnífica em Belfast de Kenneth Branagh, agora o mundo sabe o que sua legião de fãs de Outlander já sabia: essa mulher é o que há.

No último sábado, em Santa Barbara, Califórnia, aconteceu a entrega do Virtuosos Awards no 37º Festival Internacional de Cinema de Santa Barbara (SBIFF). Como um das homenageadas, Caitríona Balfe compareceu ao evento.

Assim que chegou, a atriz não perdeu tempo em conversar com os fãs que estavam a sua espera.

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Ao ser entrevistada durante a chegada do evento, a atriz irlandesa falou que era uma honra e muito incrível receber o Virtuosos Award e ainda disse que Outlander mudou sua vida, pois se não fosse a série ela não estaria ali.

Durante a cerimônia que a homenageou, Caitríona Balfe subiu ao palco para uma agradável conversa de quase 9 minutos, contando como foi gravar Belfast.

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Os demais homenageados da noite foram seu colega de elenco de Belfast, Ciarán Hinds, bem como os atores Troy Kotsur e Simon Rex e as atrizes Alana Haim, Ariana DeBose, Emilia Jones e Saniyya Sidney.

O blog Den of Geek teve a oportunidade de conversar com Caitríona Balfe e Lauren Lyle que contaram o que a sexta temporada de Outlander guarda para Claire e Marsali. A matéria traduzida a seguir menciona agressão sexual e estresse pós-traumático, além de conter spoilers para a nova temporada da série.

Por Amanda-Rae Prescott

Quando vimos Outlander pela última vez, no final da quinta temporada, os homens da Cordilheira Fraser haviam libertado Claire de seus sequestradores e agressores e Marsali havia envenenado um dos responsáveis pelo ataque, enquanto Bree e Roger não conseguiram retornar para o final de 1960. A sexta temporada continua o assunto da crescente tensão política e social na colônia da Carolina do Norte, quando a história chega muito próxima ao início da Guerra de Revolução. Jamie tem que parecer leal a Coroa, porque recebeu a Cordilheira Fraser, mas sabe graças a Claire, Brianna e roger que os colonialistas se rebelarão e, por fim, vencerão.

À medida que os homens da Cordilheira Fraser se envolvem em conflitos políticos e sociais ou tentam evitá-los ao longo da temporada, é mais importante do que nunca que as mulheres fiquem unidas. “Você nem sempre vê isso na tela, mulheres apoiando umas às outras sem que seja sobre homens“, diz Lauren Lyle. “E eles realmente se unem como uma família.” O mesmo é verdade do ponto de vista de Claire. “O relacionamento dela [de Claire] com Marsali fica cada vez mais profundo a cada dia, o que é adorável“, diz Caitriona Balfe.

O conflito interpessoal é inevitável em uma unidade familiar, mas está claro que Outlander está evitando intencionalmente a “sogra do inferno” ou coisas relacionadas ao adaptar a série de romances para a telinha. “Caitriona Balfe, Sophie Skelton e eu nos reunimos antes disso para falar sobre garantir que todas as mulheres se apoiem e isso não se torne elas se odiando e irmãs se odiando e qualquer tipo de rivalidade ao ser filhas da Claire“, diz Lyle. “Conversamos com os roteiristas sobre isso e lutamos para que fosse assim.

A 5ª temporada foi difícil para muitos dos personagens após o ataque a Cordilheira Fraser. A 6ª temporada não esqueceu que Claire e Marsali estão vivendo com o trauma. “Vemos Claire se desenrolar de uma maneira que nunca a vimos antes“, diz Balfe. “Claire é uma personagem tão resiliente e não é fácil para ela pedir ajuda. Eu acho que essa é uma das coisas que provavelmente é o motivo pelo qual ela está lutando tanto, porque realmente quando você está passando pelos momentos mais sombrios, você deveria compartilhar isso. Sua incapacidade de compartilhar dessa maneira foi difícil para ela, pois ela geralmente é o ouvido das pessoas.

Embora Marsali não tenha sofrido agressão sexual, ela ainda enfrentou a ameaça de morte ou lesão corporal. “[Marsali] está em um lugar muito mais sombrio do que já a vimos”, diz Lyle. “Ela não está lidando com as coisas de uma maneira que sempre foi capaz de lidar antes. Marsali sempre veio de um lugar tão forte. Ela é uma jovem formidável, e esse é o slogan para ela. Marsali é normalmente bastante alegre, animada e pode ser bastante engraçada às vezes. Você não vê muito disso desta vez.” Além disso, Marsali está grávida durante a 6ª temporada. “Fiz muitas pesquisas sobre dar à luz na época, o que isso significava, e como seria ter quatro filhos e ser tão jovem“, diz Lyle. “O departamento de figurino fez espartilhos com pequenas janelas de madeira que você podia abrir para amamentar e depois fechar novamente. Eu realmente sabia do que estava falando quando se tratava dela e de sua experiência na época.

A sexta temporada de Outlander foi filmada em circunstâncias que nem Balfe nem Lyle enfrentaram nas temporadas anteriores. “A COVID foi definitivamente um desafio“, diz Balfe. “A nível pessoal, eu estava grávida durante toda a temporada, então isso foi bastante desafiador em termos da energia necessária para filmar Outlander e como às vezes é difícil filmar.” Lyle diz: “Foi uma época louca para filmar. Fiz muitas caminhadas, comi muita massa ótima e assistimos a muitos episódios ótimos de The Office.”

Mudar o tom na caracterização também não foi fácil. “Foi um desafio assumir mais uma espécie de energia intensa e profundamente triste“, diz Lyle. “Também é muito agradável fazer algo diferente, mas às vezes você meio que leva isso com você. Isso pode tornar um dia no set um pouco mais intenso, porque você tem que ficar com esse sentimento. Isso pode ser difícil às vezes, mas, ao mesmo tempo, também é uma verdadeira bênção ter a chance de fazer isso.” O mesmo vale para a jornada de Claire nesta temporada. “Eu estava tão consciente de tentar realmente conseguir a voz certa, sua voz interna e realmente encontrar o caminho certo para ela em termos de seu TEPT“, diz Balfe. “Que forma isso tomou, como se manifestou dentro dela, e sempre torná-lo o mais verdadeiro e plausível possível, mesmo dentro dessas grandes circunstâncias.

Os fãs geralmente se perguntam quanto os atores opinam em várias tramas de Outlander. Ambas revelam que tiveram alguma influência na formação da trajetória de Claire e Marsali. “A coisa mais difícil para nós tentarmos bloquear é o que seria o monólogo interno de alguém“, diz Balfe. “Todo mundo tem uma ideia diferente de quais são as esperanças e os medos de alguém. Eu tinha um forte ponto de vista sobre quais seriam os medos de Claire. Pelo o que ela se culparia? Pelo o que ela, em seus momentos mais sombrios, assumiria a responsabilidade, mesmo se não fosse realmente sua responsabilidade?

As respostas a essas perguntas foram geradas coletivamente. “É mais como um quebra-cabeça interessante que você pode continuar com os roteiristas“, diz Balfe. “É um monte de idas e vindas e é tipo, bem, e quanto a isso ou e quanto aquilo? Eles estão propondo muitas coisas e eu estou propondo muitas coisas, e trata-se de encontrar um terreno comum e encontrar a coisa que soa mais plausível e mais verdadeira para todos nós. Tivemos uma ótima colaboração com os roteiristas e acho que nos certificamos de melhorar a cada rascunho“, diz Balfe. “‘Vamos realmente aprimorar o que ela [Claire] faria, seu monólogo interno, o que seria se ela realmente estivesse experimentando as partes mais escuras dos seus pensamentos ou sentimentos.’ Acho que descobrimos isso.” Lyle diz: “Eles [os escritores] estavam de acordo também, para ser justo, mas eu sempre lutei para que ela [Marsali] tivesse simplesmente algo a dizer, isso vem com ser uma mulher da época, que há algo mais do que isso.

Claire e Marsali não estão enfrentando seus traumas sozinhas. “É Claire que percebe que Marsali não está bem e realmente se esforça para descobrir o que está acontecendo“, diz Lyle. “Bree se torna um grande apoio também, você as vê realmente formando um vínculo de irmandade.” “Você vê esses grandes momentos com [Claire e] Brianna, que, claro, não apenas ela é sua filha, mas também é alguém que também passou por traumas como esse“, diz Balfe. “Você vê… como ela [Claire] acaba se apoiando nisso.

Malva Christie (Jessica Reynolds) acabou de se mudar para a Cordilheira. Os fãs que leram o livro já sabem quem ela é, mas o que os fãs só da série podem esperar de suas interações com Claire e Marsali? “Malva é uma personagem muito curiosa e intensa e Claire, de certa forma, realmente gosta dela“, diz Balfe. “Claire pode ver aquela vontade, o desejo e a ânsia de expandir sua mente e seu conhecimento. Ela sabe que tem um pai e um irmão muito opressor. Claire realmente sente por ela e quer protegê-la, o que, é claro, pode ou não causar alguma dor mais adiante.” “Malva chega e há um pouco de rivalidade entre Marsali e Malva por trabalhar com cirurgia“, revela Lyle. “Adorei fazer isso, dar um pouco de abertura e de desconfiança nela, retrucar um pouco. Isso sempre foi divertido de interpretar, mas é, é tudo amor.” Os fãs terão que esperar para descobrir exatamente que tipo de tensão Malva vai trazer para a Cordilheira.

Falando da cirurgia, há algumas novas tarefas para Claire e Marsali na 6ª temporada e ambas as atrizes tiveram que aprender como fazê-las. “Aprendi muito sendo Marsali. Eu posso montar dois cavalos, tipo o cavalo e a carroça“, diz Lyle. “Eu era a motorista de fuga. Posso abater algumas cabras ou um porco. Certa vez, tive que abater um porco de 70 kg e depois costurá-lo de novo, como um cirurgião. Sei costurar e usar uma roda de costura. Se estivéssemos presos na floresta juntos e você se machucasse, eu poderia suturar você, provavelmente com bastante sucesso, e levá-lo para casa.” Esta é uma lista impressionante de habilidades de sobrevivência e economia doméstica!

Claire tem novos pacientes para tratar na 6ª temporada. “A operação na mão de Tom Christie [pai de Malva] foi muito divertida, apenas porque Mark Lewis Jones é um ótimo ator“, diz Balfe. “Nós demos muitas risadas fazendo isso.” A história se repete e um enredo futuro em particular é um exemplo perfeito. “Temos, não é bem uma pandemia, mas temos uma doença que chega a Cordilheira,” diz Balfe. “Ninguém sabe realmente qual é a origem disso. Eles sabem que é contagioso. Eles sabem que está passando de uma pessoa para outra. Quando estávamos filmando isso, estávamos todos usando nossas máscaras, e estava bem no meio da COVID. É interessante como às vezes essas coincidências ou esses paralelos acabam se desenrolando. Temos essa incrível conselheira médica chamada, literalmente, Dr. Claire, e é ótimo. Eu a uso imensamente como fonte em termos de, bem, o que ela faria ou como ela abordaria isso? Nesta temporada foi igual. Nós apenas contamos fortemente em nossa verdadeira Dra. Claire“, diz Balfe.

Embora esta entrevista contenha apenas uma fração do que está por vir para Claire e Marsali, os fãs podem ter certeza de que serão recompensados ​​por sua paciência por esta pandemia de Droughtlander. As mulheres da Cordilheira Fraser enfrentarão o caminho para a Guerra da Revolução que a sexta temporada mostra.

Com a estreia da sexta temporada da série da Starz (EUA) e StarPlus (Brasil), Caitríona Balfe fala sobre extensões de cabelo que duram uma viagem no tempo, maquiagens dos anos 1960 e cenas de sexo que validam a idade.

Por Taylore Glynn

(…) Estou olhando para Balfe mais uma vez: desta vez, em uma chamada de Zoom, antes da estreia, em 6 de março, da tão esperada sexta temporada de Outlander. Pela primeira vez, Balfe sorri de volta para mim e me dá um resumo das perucas extravagantes da série, romance com idade inclusiva e como é envelhecer dez anos todas as manhãs antes do trabalho.

Sobre a transformação da idade de Balfe no set, pequenos ajustes ajudam muito

Não é chocante, geralmente. Não até que você veja na tela“, diz Balfe sobre o processo de envelhecimento cosmético que a cabeleireira e maquiadora Kerry Skelton usa para fazer Balfe (de 42 anos) parecer estar em seus cinquenta e poucos anos nas duas últimas temporadas. Os retornos no tempo frequentes da série muitas vezes voltam o relógio na aparência de Claire – ou são avanços no tempo? O tempo não é linear no universo Outlander, a sexta temporada da série começa logo antes do início da Guerra da Revolução, com Claire mais visivelmente na meia-idade.

[Skelton] é incrível e ela tem esses pequenos truques de mágicas que ela faz que destacam as coisas [que fazem você parecer mais velha]“, diz Balfe, observando que a transformação não beneficia apenas o espectador. “Qualquer coisa que possa aproximá-la da personagem e remover seu ego do processo é uma coisa boa quando se é um ator. Eu aprecio a oportunidade que temos de contar a história de uma mulher ao longo de décadas de sua vida.

A esse respeito, Balfe tem mais sorte do que a maioria de seus colegas de Hollywood. Ao longo das seis temporadas da série, sua personagem não apenas viaja de continente em continente, ela salta de século em século, propositalmente ou não. Isso significa vestir o guarda-roupa, o cabelo e a maquiagem historicamente precisos para cada lugar e época em que ela chega: pense nos tartans, corpetes de lã e tranças usadas durante a revolta jacobita, tecidos leves e sujo de sal marinho para navegar os mares do Caribe ou os decotes profundos e penteados com joias da Paris da era da Regência. Balfe, no entanto, tem um preferido quando se trata da estética de beleza que ela mais adorava canalizar.

Com toda certeza, o dos anos sessenta. Com certeza!” Balfe fala com entusiasmo, referenciando os flashbacks de Edimburgo e Boston dos anos 1960 que aparecem na segunda temporada da série e além. “É uma época tão glamorosa e fomos capazes de contar a história de onde ela estava em sua vida através de sua maquiagem e seu figurino. Acho que isso é uma coisa tão importante; você realmente tem uma noção do status interno e externo de alguém.“, explica Balfe. “Tudo sobre ela parecia muito bem montado, mas tudo estava um pouco distorcido. Não há um fio de cabelo fora do lugar e sua maquiagem é perfeita, mas era uma máscara que ela estava usando. Ela era alguém que estava muito realizada, profissional, mas tinha uma rigidez com ela porque havia uma perda da paixão.

A inclusão de idade é apenas uma das razões pelas quais as cenas de sexo de Outlander são tão quentes

Essa falta de paixão pode ter durado (alerta de spoiler) vinte anos para Claire, mas os espectadores de Outlander raramente são privados de um romance de rasgar o corpete por mais de uma semana. A relação central da série, a de Claire e o eternamente bonitão highlander escocês Jamie Fraser (interpretado por Sam Heughan) continua sendo uma das mais quentes da televisão moderna. Mas o que distingue esse casal de seus colegas dignos de shippar é a imortalidade de seu desejo. Sua atração mútua não diminui à medida que os corpos um do outro mudam, seja devido à gravidez, cicatrizes de batalha ou à passagem do tempo. Se alguma coisa, isso se intensifica: pense em sexo feminino no terceiro trimestre, uma brincadeira afrodisíaca para reintroduzir um ao outro em seus corpos mais maduros depois de duas décadas separados (sopa de tartaruga, alguém?) e, literal, tolar no feno com close-ups de cabelos grisalhos, óculos forjados pela idade e pés de galinha profundos. É a intimidade da vida real através do olhar feminino e Balfe diz que está “extremamente orgulhosa” da representação autêntica da sexualidade e do desejo da série em uma indústria que idolatra a juventude.

Esse conceito de como uma pessoa normal se parece aos 50, 60 ou 70 anos é tão estranho e de outro mundo, porque raramente o vemos na tela“, explica ela. “Nós entramos em um momento tão estranho em nossa sociedade onde as pessoas não envelhecem, certo? Pelo menos, não naturalmente.” Muito parecido com a mágica da edição de filmes que pode instantaneamente reduzir vinte anos da aparência de alguém, as imagens filtradas e aperfeiçoadas nas mídias sociais distorceram a maneira como muitas mulheres (e meninas) abordam o envelhecimento.

Pode ser difícil como pessoa, principalmente como atriz, encontrar meu próprio espaço confortável… e ver como me sinto em relação ao meu próprio envelhecimento“, admite Balfe. Mas ela sabe que a pressão é tão ou mais intensa para as gerações ainda mais jovens: “Hoje, há essa ‘cara do Instagram’ que todo mundo acha que deveria ter e os picos de depressão e baixa autoestima que instigam as mulheres jovens [é] uma coisa realmente horrível… parece que está ficando fora de controle“, explica ela. “Então, estar envolvida em qualquer parte da conversa que seja um contrapeso a isso? Tô dentro.

Perucas, permanentes e babyliss ajudam a moldar os penteados historicamente precisos de Claire

Independentemente da idade de Claire na tela, perucas foram incorporadas ao seu protocolo de cabelo e maquiagem para alcançar o visual da personagem. Enquanto essas perucas se tornaram um item de primeira necessidade diário no set a partir da terceira temporada, o próprio cabelo de Balfe foi originalmente usado para criar os penteados que capturavam as tendências de beleza de cada período pelo qual os personagens se aventuravam.

Na primeira temporada, meu próprio cabelo tinha permanente e era enrolado todos os dias“, lembra Balfe, revelando que ela passava cerca de uma hora e vinte minutos na cadeira da cabeleireira arrumando o cabelo com babyliss para obter tanto o penteado arrumado dos anos 1940 quanto os cachos selvagens e indomáveis ​​que se podia ver nos pântanos escoceses em 1743. A segunda temporada trouxe penteados ainda mais glamorosos de uma época passada, com alguma ajuda de extensões de cabelo. Quando o enredo da série trouxe Claire e Jamie para Versalhes do rei Luís XV, apliques foram usados ​​no cabelo de Balfe para recriar os intrincados penteados que adornavam as cabeças da aristocracia francesa. Independentemente do estilo, porém, alcançar esses looks exigia horas no trailer de cabelo e maquiagem.

Sim… estou feliz que acabamos optando por perucas no final“, Balfe ri. “Tenho muita sorte. Uma vez que as perucas estão prontas, [o penteado] geralmente não está acontecendo na minha cabeça. Essa é a melhor parte: você prendeu seu cabelo e eles simplesmente as colocam.

Balfe também sugere que algumas dessas perucas ofereçam uma espreitadela na jornada de sua personagem nos próximos episódios. “O que é ótimo é que daqui para frente nesta temporada, temos alguns [episódios] em que Claire e Jamie não estão na Cordilheira“, diz ela, referindo-se à propriedade da família Fraser na Carolina do Norte da época da Guerra da Revolução. “Eles vão a reuniões mais formais e você vê esses penteados muito mais elaborados.” A esse respeito, Balfe elogia mais uma vez Skelton: “Ela é capaz de criar essas peças lindas e sou a sortudo que pode usá-las.”

Balfe mantém sua rotina de beleza de fora do set de baixa manutenção

A beleza de Claire começou a influenciar a rotina de beleza simples e sofisticada de Balfe fora no set. “Claire usa as coisas com confiança, o que é sempre a melhor coisa, certo? Ela normalmente usa uma maquiagem mínima, que é como eu faço mesmo“, ela brinca. “Geralmente, se você perguntar o que tem na minha bolsa de maquiagem, provavelmente é um rímel e um hidratante labial nos melhores dias.

Balfe também mantém seus cuidados com a pele simples: “Eu cuido bem da pele. Eu acho que é a única coisa que você pode dar a si mesmo, então eu uso muitos uns serums muito bons. Eu uso um sabonete facial da Sukin.” Balfe também credita sua pele brilhante a “muito hidratante e muita água“, acrescentando que ela usa o NYDG Formula 119 Cream “há muito tempo“.

Mas se há uma nova maneira de Balfe ter melhorado sua rotina recentemente, é como construir uma sobrancelha, uma habilidade que ela aprendeu no trailer de maquiagem no set. “Eu sempre fui alguém que se esquivava de fazer qualquer coisa nas minhas sobrancelhas, como pintá-las a lápis… Mas quando gravamos muito das coisas dos anos 1960, preenchíamos [minhas sobrancelhas] bastante, porque era preciso esse equilíbrio com a maquiagem muito pesada“, ela explica. “Comecei a pensar, ‘Oh, esse não é mesmo um visual tão ruim. Talvez vou ser um pouco mais ousada quando se tratar de minhas sobrancelhas.’ Agora, às vezes, você vai me pegar em um bom dia com a sobrancelha.” Ela credita dois favoritos da editora da Allure como seus novos preferidos: “Há um lápis Surratt Beauty que achei muito, muito bom, e sou fã do Glossier Boy Brow“.

Limites saudáveis ​​são fundamentais para o autocuidado de Balfe

Embora a inspiração de maquiagem seja saudável, o impacto emocional do assunto pesado do drama de época é compreensivelmente difícil de deixar no set. A Claire de Balfe é uma médica do Exército que virou cirurgiã, o que significa cenas que retratam procedimentos sangrentos e pré-anestésicos e, em uma escala maior, episódios inteiros abordando guerra, perda e trauma e agressão sexual. Essa é uma das razões pelas quais Balfe aprendeu a estabelecer limites depois de sair do trabalho.

“Aprendi ao longo dos anos a deixar o trabalho no trabalho. Se você teve um dia muito emotivo no trabalho e chorou o dia todo e ficou de pé no frio, você pode se sentir fisicamente muito frágil, bem como emocionalmente”, explica Balfe, observando que ela tem seus próprios truques para manter seu ânimo alto.

Um banho quente com muitos e muitos sais de magnésio geralmente é a minha escolha. Além disso, tenho que ter um bom chocolate no carro para voltar para casa“, ela especifica, uma rotina de autocuidado que com certeza traz Balfe de volta para 2022.

O editor do News 24 conversou com Caitríona Balfe e Jamie Dornan, as estrelas de Belfast, indicado ao Oscar de Melhor Filme, para falar sobre amor e família em épocas de agitação e turbulência extrema. Veja a tradução da entrevista a seguir. Belfast estreia no Brasil em 10 de março.

Ele é um ator incrivelmente talentoso e também é um dos homens mais adoráveis ​​que você vai conhecer“, diz a atriz irlandesa Caitríona Balfe ao elogiar ao seu colega de elenco em Belfast, Jamie Dornan.

Ele tem tanta integridade em seu trabalho. Foi tão fácil entre nós dois“, acrescenta ela via Zoom durante nossa conversa virtual.

A estrela de 42 anos, talvez mais conhecida por seu papel na série de sucesso Outlander, está vestindo um blazer preto formal sobre uma blusa preta com o cabelo preso em um coque estiloso. Um belo par de brincos de ouro grossos completam seu visual elegante.

Ele queria o melhor de cada cena, assim como eu. Parecia que nos encontrávamos constantemente no mesmo lugar, quando estávamos falando sobre as cenas. Nós rimos muito. Realmente rimos“, ela diz em seu sotaque irlandês, enquanto a letra r sai obedientemente de sua língua e estala no ar com uma pitada de animação.

Caitriona, Mamãe, e Jamie, Papai, assumem os papéis principais no filme semiautobiográfico em preto e branco de Sir Kenneth Branagh, que conquistou impressionantes e merecidas sete indicações ao Oscar.

Ela tem uma das risadas mais malvadas do ramo“, Jamie, sorrindo para minha tela de uma sala arrumada, me diz com um sorriso malicioso quando pergunto a ele sobre trabalhar com Caitriona.

O belo ator, que arrancou muitos suspiros com sua performance fumegante no drama erótico Cinquenta Tons de Cinza, está vestindo uma camisa preta de manga curta que mostra seus antebraços definidos e o relógio de prata em seu pulso esquerdo.

Ele acrescenta: “É incrível a risada dela e eu ouvi isso muito.

Agitação

Ambientado  no final da década de 1960 em meio aos Conflitos, risos pode parecer totalmente fora de lugar no set de um filme que lida com tópicos pesados ​​como política, religião e conflitos violentos. Mas, Belfast, visto através dos olhos de um jovem chamado Buddy, interpretado pelo recém-chegado Jude Hill, examina o conflito e a turbulência política através de uma perspectiva muito inocente.

É incrível como Ken foi capaz de segurar essas duas coisas em suas mãos ao mesmo tempo“, Caitriona, chacoalhando as mãos na frente dela balançando-as de um lado para o outro, diz em louvor a genialidade de Branagh em criar magistralmente um filme suave, carinhoso e amoroso tendo como pano de fundo os tópicos mais sombrios e complexos: o estado de guerra.

A beleza em poder contar a história através dos olhos de uma criança é que você não precisa se prender às nuances da política ou olhar para ela através de lentes ideológicas ou paramilitares. As experiências dele como um menino de 9 anos de idade eram basicamente de ter seu mundo virado de cabeça para baixo e ele nunca entendeu o porquê.

O que é importante para uma criança de nove anos são coisas como seu time de futebol, a garota que gosta, o que está acontecendo dentro dos limites das quatro paredes de sua própria casa. Acho que todo mundo que vive em um lugar de agitação civil pode entender que ao lado do perigo e desses momentos pesados, a vida continua. Ainda há brevidade, ainda há amor, ainda há risos e eles são ainda mais importantes.

Da própria Irlanda do Norte, Jamie sentiu que era essencial olhar a história de uma perspectiva diferente.

Para ser honesto, é muito importante que alguém dessa parte do mundo mostre isso, porque as outras versões já foram contadas antes e elas têm seu devido lugar. Houve filmes brilhantes feitos sobre esse conflito, sobre Os Conflitos, e muitas vezes através de uma lente muito política, sectária ou tribal, violenta. E embora seja bom ver isso e há tanta verdade ali, também é realmente necessário ver como apenas uma família trabalhadora comum foi afetada por algo como isso.

“Essa é uma história que ainda não foi contada e para mim, particularmente, alguém de Belfast que viajou pelo mundo por 20 anos dizendo às pessoas que sou de Belfast e vendo todos os tipos de respostas diferentes a isso, é muito importante que essa história é contada”, ele diz com aquele sotaque icônico que pode amarrar frases como a corda de um pescador pode manter um barco amarrado a uma doca.

Papai

Sobre interpretar Papai, Jamie, pai de três filhas, teve que se colocar em uma era completamente diferente para entender completamente a perspectiva de seu personagem.

Acho que os pais de hoje são provavelmente mais táteis do que eram nos anos sessenta. Particularmente de onde venho em Belfast”, reflete, acrescentando: “Mas tive muita sorte de ter um pai muito amoroso e táteis e gosto de pensar que sou assim, provavelmente.

A estrela de 39 anos timidamente olha para fora da câmera e sorri enquanto acrescenta: “Sabe, é alarmante quantas vezes por dia eu digo aos meus filhos que os amo, mas essa foi a minha experiência também.

Eu gostava de falar com o Ken sobre seu próprio pai, ele estava em algum lugar no meio, sabe. Ele expressava amor para crianças, mais do que outros homens naquela época. Ele era muito da família. Ele estava tentando tomar as decisões certas para ela. Acho que isso é algo que é verdade até mesmo para um pai hoje. Você está sempre colocando as crianças e a família em primeiro lugar“, ele gesticula para frente com as mãos, momentaneamente dando um vislumbre de sua aliança de casamento. Jamie é casado com a musicista e compositora inglesa Amelia Warner desde que eles fizeram seus votos em uma cerimônia privada em uma bela casa de campo em Somerset em 2013.

Acho que esse foi o maior aspecto com o qual eu conseguia me identifica, ter que tomar decisões difíceis. Não porque enfrentei o início do que acabaria sendo uma guerra civil, mas até mesmo com o que todos nós experimentamos nos últimos anos e passar por isso com crianças tem sido difícil. Então, você pode se basear um pouco nisso.

Mamãe

A personagem de Caitriona, Mamãe, tem uma jornada diferente do Papai de Jamie.

Acho que uma das coisas que amo tanto nessa personagem e a maneira como Ken a escreveu foi que ela parece ser abrangente. Ela é mãe, é esposa, mas também tem essa batalha muito pessoal pela qual está passando que é uma coisa muito independente que ela tem que superar, isso é muito sobre ela.

Uma das coisas que realmente me impressionou quando li o roteiro é que vemos Papai com sua família muito estável. Vovô (Ciarán Hinds) e Vovó (Judi Dench) estão sempre lá; você tem a sensação de que ele tem confiança inata na vida. Que ele é capaz de seguir em frente e ir a qualquer lugar que ele quiser, porque ele sempre terá isso para se apoiar. Enquanto com Mamãe, e isso é uma coisa que eu falei com Ken, ela nunca teve essa estabilidade.

Ela perdeu a mãe muito jovem, sua vida familiar sempre foi caótica, mas ela sempre teve suas irmãs e seus irmãos, e acho que esta casa com Papai, com seus dois filhos, é a primeira vez que ela realmente teve estabilidade. Então, para ela, imaginar deixar isso e deixar essas ruas onde sua identidade está tão envolta, é realmente difícil. É difícil, para ela, imaginar uma vida além disso.

Essa foi um grande ponto para mim para acessá-la, porque por um lado, ela é uma pessoa muito feroz e confiante neste lugar, mas é aí que está sua limitação. Há uma garotinha dentro dela que, além disso, está além da capacidade dela. Era uma complexidade legal de se lutar.

Caitriona, em 2021, se tornou mãe quando deu as boas-vindas a um menino com o marido Anthony “Tony” McGill.

Sobre sua colega de elenco, Jamie diz: “Ela tem muita conforto sobre ela. Uma verdadeira graça. Mas, como você vê no filme e em sua interpretação, ela pode ser feroz e meio estoica e tem uma dureza que acho que é frequentemente encontrado em mulheres irlandesas“, ele faz uma pausa antes de acrescentar com orgulho; “e Caitriona é uma mulher irlandesa.

O que essa mulher irlandesa acha de seu colega de elenco chamando sua risada contagiante de a mais maligna do ramo?

Vou aceitar“, ela diz sem o menor sinal de hesitação, antes de soltar uma risada alegre.

Deve ser verdade, então, o que dizem sobre os poderes mágicos do riso. Às vezes, como em Belfast, tudo o que precisamos nos momentos mais sombrios é uma risada tão grande que pode abrir as comportas que finalmente permitirão que nossas lágrimas fluam livremente.