A atriz Caitriona Balfe conta a Stylist tudo sobre o seu novo papel em Ford v Ferrari, revelando a coisa que ela mais estava nervosa e como sua própria mãe inspirou a sua personagem.

Caitriona Balfe é melhor conhecida por interpretar a corajosa viajante do tempo Claire Fraser, em Outlander. A série histórica retornará com a sua quinta temporada no próximo ano e os fãs estão contando os dias impacientemente. Mas, enquanto isso, Balfe está ocupada assumindo um novo papel – e está muito longe da onda e da brisa, das ilhas e mares de Outlander.

Ford v Ferrari é o novo filme de corrida que conta a história do piloto Ken Miles (Christian Bale) e do projetista de carros Caroll Shelby (Matt Damon). É um triunfante, mas agridoce conto da vida real de como amigos superaram seus demônios pessoas e se tornaram ícones no mundo das corridas. Também é um filme dominado pelos homens, com apenas um papel feminino listado.

Balfe interpreta Mollie Miles, que é casada com Ken. Embora o papel dela seja coadjuvante, ela é uma parceira igual no relacionamento, com algumas cenas fortes mostrando a sua oposição ao estereótipo de dona de casa dos anos 60 (uma das quais envolve Molly aterrorizando Ken ao dirigir seu carro em alta velocidade).

Mas, definitivamente, não foi a paixão por motores que atraiu Balfe para o papel…

O verdadeiro motivo de Caitriona Balfe ter aceito o papel de Mollie Miles

Na verdade, não comecei a dirigir até os 30 anos!” a atriz diz à Stylist antes do lançamento do filme. “E não posso dizer que na verdade sei muito sobre carros. Mas adoro filmes esportivos e sempre adorei e acho que eles podem dizer algo sobre o espírito e o esforço humano.

Ela está certa: o filme me deixou (uma ciclista que não possui carteira de motorista) gritando e torcendo internamente por Ken durante a corrida dele da Le Mans no final do filme. E, como a figura matriarca da história, a personagem de Balfe é fundamental para enfatizar o quanto essa corrida afetou a família de Ken.

Como Caitriona Balfe pesquisou seu papel em Ford v Ferrari

Uma das ótimas coisas que vi ao fazer a minha pesquisa foi um documentário sobre a Ferrari nas décadas de 1950 e 1960, quando ela tinha domínio real,” Balfe explica, ao falar sobre a pesquisa para o papel.

Ele mostrava quantos jovens pilotos haviam morrido naquela década, quando Enzo Ferrari estava realmente levando o carro ao seu limite,” ela continua. “Uma das coisas lindas do documentário foi que ele tinha muitas entrevistas com as namoradas e as esposas desses motoristas que morreram.

Foi tão surpreendente que, naquela época, era uma ocorrência tão comum as mulheres terem que deixar de lado as suas ambições. Quaisquer que fossem os sonhos delas, quaisquer que fossem as esperanças delas, uma vez que você se casasse ou começasse a sair com alguém, tudo isso era um pensamento secundário e você tinha que deixá-los de lado para tornar mais fácil as ambições dos homens aos quais a sua vida estava ligada.

A história inspiradora de Caitriona Balfe sobre ser uma dona de casa dos anos 60

Balfe também menciona a sua própria mãe ao falar sobre como ela escolheu se preparar para esse papel em específico, dizendo: “Minha mãe era uma mãe dona de casa, ela era e é incrível – e ela tinha 60 anos, quando finalmente fez um curso de psicologia. Muitas mulheres naquela época tiveram que se reprimir profissionalmente apenas para tornar mais fácil a vida de suas famílias. ”

Ela acrescenta: “Então, acho que era realmente importante mostrar o trabalho em equipe do casamento de Mollie e Ken. Embora, de muitas maneiras, esta seja uma história sobre Ken Miles e Carroll Shelby, Mollie era a espinha dorsal dessa família e desse casamento.”

Caitriona Balfe assume outro novo sotaque

A coisa mais estressante sobre este novo papel, segundo Balfe, foi o sotaque. Os fãs de Outlander estarão familiarizados com o sotaque de Oxfordshire de sua personagem Claire e nunca a vimos em um papel em que ela fala em seu sotaque irlandês nativo. Ela claramente é uma mestra em línguas, então por que achou a do norte da Inglaterra particularmente complicada?

“Acho que essa era a coisa que mais me deixava nervosa,” ela revela (depois de eu dizer que, como uma menina de Leeds: eu aprovo). “Eles iam e voltavam no que queriam que fizéssemos. Eles são uma família da classe trabalhadora, mas quando eu conversei com o verdadeiro Peter Miles, ele disse que a mãe dele Mollie costumava assumir um sotaque elegante – e ficava muito mais sofisticado dependendo de com quem ela estava falando.

“Então, decidimos por esse sotaque de classe média da época. Uma coisa é apresentar isso ao público americano, mas quando você vem para casa, no Reino Unido, você fica meio ‘oh Deus!’. Definitivamente, ele estará sob examinação mais detalhada.”

Caitriona Balfe revela o único lugar especial em que ela não gravou

Já que ser irlandesa faz parte da identidade de Balfe, a atriz também revelou que adoraria gravar na Irlanda e em um papel que usa seu sotaque natural.

Adoraria trabalhar na Irlanda,” ela diz. “Na verdade, eu nunca fiz um trabalho lá. Deixei a Irlanda quando tinha 18 anos, mas seria ótimo retornar e fazer algo lá – e tenho certeza de que seria bastante diferente de usar um sotaque que te ajuda a te afastar dos papéis de alguma forma. E, se eu estivesse fazendo isso no meu próprio sotaque, primeiro de tudo eu teria que descobrir qual ele é, pois é um pouco do meio do Atlântico. É engraçado. Eu gosto de atribuir isso ao fato de eu dizer que tenho ouvido musical. Mas o meu marido diz que se trata de falta de núcleo moral. [risos]”

Com o sucesso contínuo de OutlanderFord v Ferrari destinado a ser um hit, nos perguntamos em que época e sotaque ela se perderá em seguida.

O Cineworld esteve na estreia de Ford v Ferrari em Londres, no último mês, e conversou com Caitriona Balfe que contou como foi seu encontro com o diretor James Mangold e seu teste para o filme.

James Mangold é incrível. Ele é um ótimo diretor Cresci assistindo Garota, Interrompida, Johnny & June ou o que fosse, eu estava tão animada em trabalhar com ele. 

Eu li e fiz o teste para ele e me lembro de que estávamos fazendo a cena que eu dirigia, na qual ele interpretava o papel do Christian. Nós dois estávamos tão interessados nela que ele me acertou com o roteiro! [risos] Me lembro de pensar, isso está indo bem, na verdade!

Então, eu levei as minhas ideias a ele e nós dois estávamos com o mesmo pensamento. Tive muita sorte de conhecer o Peter Miles da vida real, quem Noah Jupe interpreta no filme. Obviamente, esta é uma visão dramatizada da família dele, mas ele foi tão generoso com as histórias sobre a sua mãe. Ter tudo isso tornou o trabalho muito mais fácil.

 

A estrela de Outlander, Caitriona Balde, de 40 anos, viaja para a década de 1960 para o seu papel de Mollie Miles, esposa do corredor famoso do automobilismo, Ken Miles (Christian Bale), em Ford v Ferrari (nos cinemas em 15 de novembro). O filme conta a história de como o projetista Carroll Shelby (Matt Damon) e o piloto Miles construíram um carro revolucionário para que a Ford competisse conta a equipe lendária da Ferrari na Le Mans, em 1966.

Este é mais do que um filme de corrida.

É um filme sobre amizades, trabalho em equipe e aquela paixão que faz de você quem você é. É sobre as pessoas que ajudam a facilitar isso.

Mollie e Ken têm um laço especial.

Ken é um homem que está por aí, correndo, mas ele não seria capaz de conseguir isso a menos que ele tivesse alguém que o ajudasse, apoiando-o. O trabalho em equipe que a Mollie e o Ken tinham era o do tipo que é preciso para alcançar algo grande.

O que mantém as cenas de corridas interessantes é que elas são intercaladas com as de Ken em casa com Mollie e Peter, o que acrescenta intimidade.

Durante algumas das pesquisas que eu estava fazendo, assisti a este incrível documentário. Na verdade, ele era sobre a Ferrari e a década que antecedeu esta época. Ele falava sobre quantos jovens pilotos da Ferrari haviam morrido no final dos anos 50 e meados dos anos 60, durante a época que a Ferrari estava se esforçando para obter essa excelência. Uma das melhores coisas deste documentário era que ele entrevistou tantas esposas e namoradas que viveram durante aquela época e que, infelizmente, perderam seus maridos ou parceiros.

Quando se em qualquer esforço que os seres humanos fazem que tenha um elemento de perigo, esquecemos das repercussões mais amplas dos objetivos deles ou das grandes coisas que eles tentam alcançar. Eles deixam famílias para trás. Todos os dias, quando eles saem e estão correndo, escalando montanhas ou qualquer uma dessas coisas que apresentam um elemento de perigo tão alto, a família ou as pessoas ao redor deles carregam o peso disso. Acho importante não se esquecer do papel que eles desempenham também.

Você conheceu o filho da Mollie e do Ken, Peter?

Tive muita sorte de conhecer o Peter verdadeiro. Não só tive sorte de passar um pouco de tempo com ele, mas ele me deu um artigo que a Mollie havia escrito para a revista Drive! falando sobre o primeiro encontro dela com Ken, mas Peter também me disse que ela também gostava de corridas. Ela era fã de corridas. Ocasionalmente, ela se juntava aos rapazes na pista de corrida. Portanto, é importante mostrar que isso era uma paixão para a família inteira, não era só a paixão de Ken.

A Mollie é muito diferente da Claire, de Outlander. A palavra “atrevida” veio à mente enquanto o eu a assisti.

Elas são mulheres muito diferentes, mas acho que a Mollie teve que sacrificar muito pelo sonho de Ken. Eles se mudaram da Inglaterra. Eles se mudaram para a Califórnia. Ela era totalmente uma mãe e uma esposa, mas eles eram uma equipe e era isso que eu amei nesse relacionamento. Acho que o que o [diretor] Jim [Mangold], o Christian e eu estávamos muito interessados em retratar é o trabalho em equipe que deve existir dentro de um casamento para que uma pessoa consiga conquistar algo grande.

Ela pode não ser a pessoa que está liderando este relacionamento, mas é uma parte essencial dele e vai querer satisfações do Ken. De certa forma, ela confia nele para tanto apoio e segurança, como muitas mulheres de sua geração confiavam. Então, se ele não fizer as coisas que prometeu e colocar a segurança dela e da família dela em risco, ela vai se certificar que ele não vai se safar disso.

Eu acho que muitas mulheres tiveram que fazer isso naquela época. Elas não eram os donas de seu próprio território ou não estavam no controle de seus próprios destinos. Elas uniam os destinos delas a esses homens e há uma responsabilidade nisso, também, na qual ela tem que garantir que ele cuidará dela como disse que cuidaria.

Tanto a Claire quanto a Mollie são mulheres muito apaixonadas por seus maridos e são correspondidas. Mas, também, esses dois homens respeitam as suas esposas. Isso é algo que você procura quando aceita um papel?

Eu procuro um bom roteiro. Eu ficaria feliz o suficiente em interpretar um tipo diferente de personagem que não tivesse isso, se eu dissesse algo sobre esta situação. Você sempre tem que ter um ponto de vista e sempre tem que dizer alguma coisa. De muitas maneiras, especialmente na época em que estamos, gosto de transmitir algum tipo de bem ao mundo. Mas eu fiquei muito atraída pelo roteiro e pela história. Na verdade, sou fã de corridas e sempre fui. Então esse também foi um elemento que, a meu ver, talvez não seja tão comum entre as mulheres, mas não acho que seja um esporte exclusivamente masculino.

Também há muito humor nele. Os momentos no set foram bons?

Jim é uma pessoa tão jovial, brilhante e enérgica e realmente deu o tom no set. Ele traz tanta energia, ele é engraçado e tem uma personalidade próspera. Foi ótimo, porque o Matt [Damon] é um dos caras mais pé no chão, mas engraçados, e Christian tem um lado tão engraçado e pateta em sua personalidade também. Foi realmente legal ver todos eles. Eu acho que todos gostaram muito de fazer esse filme, o que era muito evidente todos os dias.

A Mollie é britânica, mas tem um sotaque diferente da Claire. Você está ficando boa em sotaques?

Não acho que as pessoas de Birmingham pensariam assim. Foi divertido. Foi muito legal fazer algo diferente. Claro, Ken e Mollie são do subúrbio de Birmingham, portanto não é bem um sotaque de Birmingham. Mas foi legal fazer algo que era um pouco diferente e um pouco mais relaxado do que o sotaque da Claire.

Você está gravando a quinta temporada de Outlander. O que você ainda curte em interpretar a Claire?

A cada temporada que você começa, você não tem certeza de como será a experiência. Só de poder passar esse tempo com uma personagem, você tem uma compreensão e uma apreciação mais profunda por eles temporada após temporada.

O que torna Outlander original para você?

A coisa ótima em Outlander é que por não necessariamente ficarmos em uma época, e por ser uma fantasia épica, você consegue interpretar muita variedade de coisas o tempo todo. Então, parece que ela permanece original para nós, o que é muito incomum como atriz.

Você se casou neste verão – com o produtor musical Anthony McGill – e você conseguiu manter isso em segredo até que Sam Heughan, o seu “marido” de Outlander, postou uma foto. Como você está lidando com a fama? Você ainda consegue sair e viver a sua vida?

Muito. Acho que você cria a vida que quer. Primeiro, temos muita sorte de gravarmos na Escócia e os escoceses realmente não se impressionam com nada. Então eles não incomodam muito ninguém. Mas também acho que faço da minha vida normal muito simples. Tenho os mesmo amigos que eu tinha de bem antes da série.

Coisas ótimas vieram com a série. Todas as oportunidades, todos os benefícios e tudo foi maravilhoso, mas, ao mesmo tempo, além de, digamos, as liberdades e o trabalho extra, nada mudou muito em mim. Talvez seja por causa da idade que eu tinha quando iniciei a série. Mas acho que foi apenas positivo.

Jamie e Claire estão menos em A Cruz de Fogo, pelo menos no livro. Isso aumenta a sua disponibilidade de fazer outros papeis?

Quando estamos em produção, estamos em produção. Não podemos fazer outras coisas. Ocasionalmente, podemos sair por um ou dois dias para fazer divulgação do filme ou o que for. A produção tem sido muito boa ao permitir que Sam e eu fizéssemos essas coisas. Não estamos tanto nela; não estou em todas as cenas como costumava estar. Mas ainda estamos nela bastante, então você não tem a chance de fazer outras coisas durante a produção.

Você tem um papel dos sonhos que quer fazer?

É difícil dizer, porque acho que você não sabe até lê-lo, pelo menos para mim. Eu adoraria fazer algo diferente da Claire e talvez algo contemporâneo ou alguém que seja bastante diferente. Mas não saberei até ler.

O que você mais ama na sua vida?

Se eu analisar esse ano daqui alguns anos, ficarei tipo, “Uau, foi um ano tão bom. Tantas coisas ótimas aconteceram.” Quando você mantém um pouco de equilíbrio, é sempre bom e sinto que este ano foi bem equilibrado. Não é sempre que você está em um lugar feliz com a sua carreira e com a sua vida pessoal ao mesmo tempo.

De interpretar a heroína que viaja no tempo de Outlander para a forte e sincera esposa de um piloto em Ford v Ferrari, Caitriona Balfe está apostando tudo.

Caitriona Balfe é uma trabalhadora incansável. No final de sua adolescência, ela desfilou eu mais de 250 desfiles para algumas das marcas mais prestigiosas do mundo, incluindo Louis Vuitton, Chanel e Givenchy. E nesses últimos 5 anos? Por mais de 55 episódios e quatro temporadas, a atriz que nasceu em Dublin estrelou como Claire Fraser, a heroica, doce e completamente intransigente viajante do tempo na série histórica-fictícia aclamada da Starz, Outlander, baseada na série de livros homônimo.

É uma vida sem parar para a atriz de 40 anos, cujo trabalho em Outlander lhe rendeu quatro indicações consecutivas no Globo de Ouro para melhor atriz de TV. No entanto, para seus fãs, significa que eles raramente a viram em trabalhos fora da série; ela diz que só aceita papéis com os quais ela verdadeiramente se apaixona. Um desses papéis é o mais recente, no filme dirigido por James Mangold, Ford v Ferrari. Balfe interpreta Mollie Miles, a esposa igualitária, brincalhona, punhos de ferro e solidária do icônico piloto de corrida inglês Ken Miles (Christian Bale) que, com a orientação do ícone automotivo Carroll Shelby (Matt Damon) e o apoio de Henry Ford II, derrotou o eterno campeão da Ferrari nas 24 Horas de Le Mans, em 1966, na França.

Balfe, cujo último filme foi Jogo do Dinheiro, em 2016, diz que equilibrar com sucesso seus vários papéis se resume a manter um equilíbrio saudável entre a vida e o trabalho. “Como atriz, você não pode sempre estar em modo de produção“, ela diz. “Você precisa alimentar sua criatividade vivendo um pouco“.

Claire é uma mulher forte e auto-empoderada em Outlander, então eu fiquei surpresa, de início, em saber que você aceitou o papel de Mollie Miles, em Ford v Ferrari. O papel poderia ter sido secundário, mas você a lança com uma força palpável e um lado autônomo.

Obviamente, esse mundo sempre foi tão dominado pelos homens. E, de verdade, ainda é tão dominado pelos homens. Mas o que eu realmente queria retratar e mostrar nesse filme é que esses homens que fizeram coisas extraordinárias nunca fizeram essas coisas no vazio. Todas as decisões que Ken tomou e todas as vezes que ele conseguiu correr e conseguiu ultrapassar os limites e ficar mais tempo fora foi porque a Mollie estava lá, o apoiando e criando o filho deles, se certificando de que as contas fossem pagas e que eles não perderiam a casa. Era uma época em que tantas mulheres tinham que desistir de suas ambições e sonhos para que seus maridos pudessem seguir os deles. Eu olho para o casamento dos meus pais: meu pai era o ganha-pão, mas a minha mãe era a pessoa que mantinha a família unida e tudo funcionando.

James Mangold também dirigiu Garota, Interrompida. Foi um conforto saber que ele dá valor a personagens femininas complexas e de muitos aspectos?

Oh, com certeza. Saber que Jim [Mangold] dirigiria o filme foi um chamariz para mim. Porque Garita, Interrompida esteve muito na minha vida quando ele foi lançado. E também, claro, ele fez Johnny & June. Mesmo que elas não sejam as personagens centrais, ele tem uma maneira incrível de fazer com que as mulheres nos filmes dele tenha uma vida plena e um propósito. Achei que essa era a Mollie. Ela era a pessoa que dirigia o relacionamento dela e do Ken de volta ao centro e os mantinha no caminho certo. Parecia que Jim lutaria de verdade para tornar este papel o que ele estava no roteiro. Porque muitas vezes você lê roteiros e o papel é de uma maneira, mas quando você começa a gravar, é tipo, “Oh, me desculpe, essa cena foi cortada. E é, essa outra cena também foi cortada.

Para o filme, você conversou com o filho verdadeiro de Mollie, Peter Miles. O que ele te contou sobre ela? 

Que o Ken apareceu no primeiro encontro deles em um carro vintage e ele quebrou, eles se perderam e ela teve problemas porque chegou em casa tão tarde (risos). Então, essa vida de caos e carros esteve lá desde o primeiro dia do relacionamento deles.

Você está familiarizada com colegas de cenas incríveis, incluindo Sam Heughan, de Outlander. E já há conversa de Oscar em torno do retrato de Christian Bale de Ken Miles.

Acho que Christian é um dos melhores atores que temos no momento – e provavelmente de toda a nossa geração. Mas ele também é um ator tão presente: quando você está em cenas com ele, ele está lá 100%. Ele te dá tudo em todas as tomadas. É uma alegria trabalhar com alguém assim. Ele é tão humilde e focado no trabalho que foi muito fácil chegar lá, arregaçar as mangas e criar o que parece ser essa dinâmica orgânica para o relacionamento deles.

Estar em uma série como Outlander limitou os projetos de fora que você pode aceitar?

Bem, eu não acho que as pessoas estão batendo na minha porta o tempo todo, mas é um equilíbrio. Eu tive uma pausa longa entre a primeira e a segunda temporada e foi quando eu gravei Jogo do Dinheiro. Entre a segunda e a terceira temporada, foi uma pausa muito mais curta e escolhi descansar, pois eu estava exausta na época. E novamente, entre a terceira e a quarta, mal tivemos uma pausa. Se algo surgisse que eu pensasse, “Oh, meu Deus, eu tenho que fazer isso, não importa o quê,” aí, sim, eu provavelmente teria feito, não dormido e me levado a exaustão. Se você não está comprometido com o personagem e com a história, vai parecer muito superficial. Você precisa de algo que te mova.

Se nada mais, o ritmo e a agenda de gravações de um filme deve ser muito diferente.

Com Outlander, é quase como se gravassemos um filme a cada cinco semanas. Acho que há algo em estar na TV e ter que passar pelas coisas tão rapidamente e usar os seus instintos; é muito do imediatismo. E, então, em Ford v Ferrari, foi tipo, “Espera, temos três meses para gravar 180 páginas?” (risos) Você realmente pode se sentar com o seu personagem, questionar as suas escolhas e, com sorte, chegar a algo que parece honesto de verdade. Digo, talvez haja algo na ideia de “o primeiro instinto é o correto”. Mas foi legal poder me sentar com o material por um longo período de tempo e digeri-lo.

Você tem visto uma evolução no calibre da programação televisiva?

Acho que somos sortudos que as linhas entre a TV e o cinema estão se misturando em termos de qualidade do roteiro e da produção. E tive tanta sorte de ter aparecido durante este período de ouro da TV e especificamente com Outlander. Mas devo dizer que é um pouco triste que isso esteja acontecendo às custas de ótima cinematografia. Porque acho que estamos perdendo aquele ótimo meio-termo para os filmes – onde não é aquele filme da franquia de super-heróis que fará sucesso e arrecadará dinheiro com produtos. Há algo lindo nesses tipo de filmes compactos, também. Aqueles que você pode assistir e se apaixonar pelos personagens e ser levado em uma jornada por duas horas e meia. Eu me sentiria muito desapontada se perdêssemos isso completamente.

Outlander é gravado principalmente na Escócia. Você fez de lá a sua casa permanente?

Gravamos lá por 10 a 11 meses todos os anos, então, obviamente, a maior parte do tempo, moro na Escócia. E sempre que estamos em pausa, eu geralmente tento voltar aos Estados Unidos, pois morei lá por 13 anos antes de começar a série. Então lá é meio que a minha casa de fato. Acho que no começo, pareceu como uma pausa longa e prolongada da minha realidade, porque eu estava morando em Los Angeles. Quando viemos gravar a primeira temporada, sabíamos apenas que tínhamos uma temporada encomendada. Então eu mergulhei nessa bolha por um ano e, aí, você sai do outro lado e fica, “Oh, voltarei para a minha vida agora.” A certa altura, todos na série perceberam, “Isso poderia ficar no ar por muito tempo e temos algo especial aqui.” Neste momento, você tem que pensar nisso como a sua nova vida e sua cidade. E há algo muito bom nisso. Pois, nesse momento, você começa a olhar ao redor e a estabelecer algumas raízes.

E agora você é uma escocesa comprovada.

Bem, eu provavelmente tive um apartamento temporário lá por mais tempo do que deveria (risos). Felizmente, agora finalmente tenho minha própria casa.

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Acomodada em seu escritório em Glasgow, na Escócia, Caitriona Balfe tem a compostura descontraída de uma atriz que finalmente alcançou essa realidade às vezes ilusória: viver sonho de sua vida.

A atriz principal na série quente de viagem no tempo da Starz, Outlander, Caitriona é tão linda e elegante quanto a sua personagem; Claire Beauchamp Randall Fraser, uma enfermeira do exército britânico recém retornada da Segunda Guerra Mundial, lançada de volta no tempo para a Escócia do século XXVIII, arrasada pela guerra. Agora entrando em em sua quinta temporada, a série é baseada nos livros recordes de vendas de Diana Gabaldon e elogiada por seu corajoso retrato da sexualidade feminina, dando o tom com uma cena de sexo oral espontânea e completamente vestida, iniciando o episódio 1. Com uma vitória do BAFTA e inúmeras indicações ao Emmy e Globo de Ouro amplamente conquistadas na categoria Melhor Atriz Principal, não há dúvida de que Caitriona fez a sua parte em contribuir para o sucesso da série. E, agora, se juntando à equipe de produção de Outlander, a influência dela se estenderá da atuação para incluir moldar as histórias por trás das câmeras.

Então, quem é a senhorita por trás da magia?

Natural da Irlanda, Caitriona cresceu no clássico estilo irlandês: em uma família da classe trabalhadora cercada por irmãos. Depois de apenas um ano na escola de teatro em Dublin, ela foi encontrada pela agência Ford Modeling Agency e passou os próximos 10 anos andando pelas passarelas de ícones da moda, como Dolce & Gabbana, Chanel, Alexander McQueen e Oscar de la Renta, entre outros, e logo foi eleita uma dos “50 Pessoas Mais Lindas do Mundo” da People Magazine.

Embora ser modelo não fosse o objetivo final, isso forneceu uma base sólida para o que se tornaria uma carreira de atriz em expansão. “Eu tive uma ótima experiência na indústria da moda. Conheci alguns dos meus amigos para toda a vida lá. Você viaja pelo mundo, todas essas coisas. Mas tudo na moda é sobre como criar a imagem perfeita. Você tem que estar tão consciente de como você está, como está se comportando, todas essas coisas; que é uma espécie de antítese da atuação.” Agora, Caitriona desfruta da realidade sombria de explorar sua mente emocional sem se preocupar se sua barriga está lisa. “Com a atuação, você não pode ser auto-consciente. Você precisa perder qualquer tipo de consciência de si mesmo. Trata-se do que está acontecendo internamente.

Antes de conseguir seus papéis maiores, Caitriona viveu a vida de muitos atores e atrizes em Los Angeles: acreditando cegamente que seus sonhos um dia se tornariam realidade. “Eu ficava dizendo a mim mesma por dentro: ‘Você vai ter que viver nessa pequena bolha de ilusão e acreditar que vai dar certo’. Porque eu realmente não tinha outro plano B. Eu meio que senti que se é algo que eu amo tanto assim, então talvez era o que eu devesse fazer.

O primeiro papel pago dela foi no filme de  J.J. Abrams, Super 8. “Lembro-me de pensar,’Bom, tudo bem. Se ele vai me dar a aval dele, então talvez eu esteja no caminho certo.’ E você fica ganhando pequenas motivações como essa, que ficam balançando na sua frente e fazem tudo valer a pena.

Ela passou a ser contratada para mais papéis em projetos como Rota de Fuga, com Sylvester Stallone, eventualmente conseguindo o papel de Diane Lester em Jogo do Dinheiro, de Jodie Foster. E, mesmo assim, seu futuro artístico era bastante imprevisível. Até que um dia ela entrou no escritório de elenco de Outlander. “Foi muito rápido porque eles estavam começando a gravar em duas semanas. Então, quando descobri, eles foram, ‘Você pode tomar o avião amanhã?’ e eu fiquei tipo, ‘Não … posso pelo menos esperar até sexta-feira?’ E eles responderam, ‘Sim, nós te daremos até sexta-feira’. Então, eu estava na Escócia na sexta-feira. E tive que me esforçar para encontrar alguém para cuidar do meu gato, meu carro, meu apartamento e todas essas coisas.

Quando se trata do “trabalho diário” de estar no set, Caitriona costuma trabalhar 14 horas por dia, gravando de 10 a 11 meses do ano na Escócia. E, ainda assim, Caitriona continua a crescer como atriz; o que é, como muitos artistas “bem-sucedidos” proclamam, provavelmente, a marca mais clara de que alguém está no caminho certo.

Na segunda temporada, tivemos um episódio chamado Faith, que foi quando a Claire perdeu o bebê. Acho que foi, provavelmente, a primeira oportunidade que me foi dada para realmente ir a um lugar muito obscuro que estava fora da minha própria experiência. Então, foi muito bonito de uma maneira estranha… essas são as pequenas revelações que você pode confiar que estão dentro de você, mesmo que você realmente não tenha conhecimento disso da sua própria vida.

Perguntei a Caitriona se ela tem algum conselho para todos os atores e atrizes por aí, se perguntando quando terão sua grande chance. “Acho que hoje em dia você tem que fazer suas próprias coisas. Se você está sentado e esperando por um emprego… todo mundo tem a oportunidade. As pessoas fazem filmes em seus iPhones. Acho que só ser criativo e permanecer produtivo é a melhor maneira de para passar por esses momentos difíceis e se manter crescendo. Você só precisa continuar pensando e fazendo.

A quinta temporada de Outlander está na metade das gravações e estreará na Starz em 2020, com a sexta temporada já renovada. “Posso interpretar algumas coisas que acho que as pessoas não esperam para a Claire… mas não sei quanto mais posso revelar. Está sempre escondido em segredo“, Caitriona diz misteriosamente.

Teremos que esperar pela magia e ver.

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Na tarde de hoje, Caitriona Balfe compareceu ao Festival de Cinema de Londres (London Film Festival – LFF) para mais uma estreia de Ford v. Ferrari.

A atriz posou para os fotógrafos no tapete vermelho com um belo sorriso no rosto, um modelito da coleção Armani Privé e joias Ara Vartanian. Também estiveram presentes o diretor James Mangold, os roteiristas John-Henry Butterworth e Jez Butterwort, os atores Noah Jupe e Jack McMullen e o dublê Ben Collins.

Em entrevista no tapete vermelho, Caitriona Balfe falou sobre interpretar Mollie Miles, a esposa do personagem de Christian Bale, Ken Miles.

As fotos de Caitriona Balfe no evento desta noite podem ser conferidas em nossa galeria, através do link abaixo.

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Ford v Ferrari estreia no Brasil em 14 de novembro.

Não precisa ser para todo mundo.

A atriz de Outlander adora a moda chamativa. Se ela ama, ela usa – como deveria ser feito.

Macacão Salvatore Ferragamo. Brincos Gucci.

Saiba que Caitriona Balfe leva o tapete vermelho a série. Caso em questão: o Globo de Ouro de 2019, onde, entre um mar de vestidos rabo de sereia, Balfe – indicada quatro vezes como melhor atriz em série de TV de drama por seu papel de Claire Fraser em Outlander – apareceu em um vestido Moschino customizado tomara que caia com uma volumosa saia tulipa de veludo vinho. Uma mulher menos confiante não optaria necessariamente por uma silhueta que aumenta os quadris, mas Balfe, de 40 anos, não tem medo da Moda (com M maiúsculo). “Esse foi provavelmente a coisa mais polarizada que já usei,” ela diz rindo. “Mas foi diferente e eu amei. Eu sempre digo que se eu amo, eu estou feliz. Não precisa ser para todo mundo. Parte do que eu uso é doido, mas é uma doidera boa. E se a minha mãe odeia, sei que provavelmente fiz a coisa certa!

Blazer, cardigã, blusa, shorts, chapéu, cinto, meias e sapato Miu Miu. Brincos Mizuki.

Nem sempre foi assim. A alta moda não entrou na consciência de Balfe até 1999, quando ela foi abordada para se tornar modelo, enquanto estudava teatro em Dublin. Ela passou os próximos 10 anos percorrendo as passarelas de marcas como Chanel, Dolce & Gabbana e Marc Jacobs, antes de se mudar para Los Angeles para seguir sua carreira de atriz. Passar de queridinha das passarelas para a mocinha de Hollywood foi um ajuste, em se tratando da moda. “Quando você começa, a disponibilidade do que lhe é oferecido [para vestir em grandes eventos] é diferente, você fica apenas agradecida se alguém te emprestar um vestido,” ela diz. “Tive a sorte de ter tido relacionamentos anteriores com muitos estilistas e de ter a oportunidade de trabalhar com eles novamente em uma maneira diferente.

Todas as roupas e acessórios Gucci.

Blazer, camisa, shorts e cachecol Prada. Chapéu Valentino Garavani. Brincos Mizuki.

Agora, com Outlander entrando em sua quinta temporada na Starz e tendo um papel no futuro sucesso de bilheteria Ford v. Ferrari que estreia em Novembro (ela interpreta Mollie Miles, a esposa do lendário corredor de corrida dos anos 1960 Ken Miles, interpretado por Christian Bale), Balfe tem ainda mais oportunidades de mostrar suas proezas na moda, embora o conforto seja essencial. “Nunca usarei uma calda de 6 metros, pois preciso ir daqui até ali e ir ao banheiro sozinha,” diz a atriz, que trabalha com a estilista Karla Welch para se preparar para o tapete vermelho. “Além disso, não faz sentido em sair pela porta com algo que não te faça se sentir ótima. Se você não vestir algo com confiança, não importa como fica.

Todas as roupas e acessórios Versace.

Satisfazer os caprichos da moda de Balfe fazia parte da alegria deste ensaio fotográfico. O looks preferidos dela? A combinação de shorts e blazer Miu Miu (“eu poderia usar isso todos os dias“), o macacão Ferragamo (“eu estava tipo, ‘posso roubar isso, né?’“) e o xale cor-de-rosa com muito elástico da Moschino Couture. “Adoro quando você pode brincar com as roupas e se divertir,” ela diz.

Top e xale Moschino Couture. Calças Chloé. Brincos Givenchy.

Capa, top, calças e cinto Louis Vuitton. Brincos Mizuki.

A atitude animada de Balfe se estende para além do guarda-roupa. “Eu não poderia estar mais feliz com onde estou, as pessoas na minha vida e as coisas acontecendo na minha carreira,” ela diz. “Tem sido um ano agitado, mas bom. Mas espero que não seja o meu melhor. Porque isso seria realmente uma merda!

Todas as roupas e acessórios Coleção Michael Kors.

A atriz irlandesa Caitriona Balfe conquistou as passarelas, é uma das heroínas mais amadas da TV e agora está pronta para assumir as telonas. Ela fala para a Glass sobre enxaquecas, Muppets e seu futuro filme, Ford v Ferrari.

Quando você fizer sucesso, você saberá?

Quando eu digo que a história de vida de Caitriona Balfe parece uma obra de ficção, não quero dizer que a maneira como ela viveu sua vida parece fantástica. Muito pelo contrário – simplesmente não soa como a vida real. Está mais para o prólogo de um filme do início dos anos 2000, que tem a seguinte narrativa: “Uma garota de cidade pequena com grandes sonhos é descoberta por um olheiro de modelos, enquanto trabalha com caridade e é levada para as passarelas de Paris. Depois de chegar ao topo, ela é enganada por um agente corrupto – as coisas parecem sombrias. Será que ela chegará a Hollywood?”

Você sabe o resto. Conversando com Balfe, 39 anos, por telefone, rapidamente é perceptível que ela não tem nenhuma intenção de desencorajar as minhas suspeitas de que ela é, na verdade, uma criação fictícia – a infância dela – ela foi criada em Tydavnet, uma cidadezinha em County Monaghan, Irlanda – é incrivelmente cativante.

É engraçado, porque eu cresci sem TV… foi apenas uma decisão que meus pais tomaram. Veja, eu costumava ter muitas enxaquecas quando criança, então eu ficava em casa por muitos dias… Quando eu finalmente tive uma TV, me lembro de deitar no sofá e assistir a esses filmes, quando deveria estar na escola, mas estava muito doente para ir. Lembro-me de me encantar por esses filmes britânicos da década de 1940, foram eles que fizeram eu me apaixonar pelo cinema e atuação,” ela explica.

Felizmente, as enxaquecas acabaram, mas sua paixão por filmes de época permanece intacta. Balfe estreou no cinema no festival de nostalgia da década de 1980 de J. J. Abrams, Super 8 (2011) – uma cena de suas pernas em O Diabo Veste Prada, de 2006, não conta – e ela é o rosto da muito-amada-série-que-desafia-as-noções-de-gênero Outlander (1946/1743 – pontos extras para a mudança de época) desde 2014. A seguir, vem Ford v Ferrari, a releitura de James Mangold da batalha da Ford conta a Ferrari pela supremacia automobilística em… 1966.

O novo filme é algo do qual tenho muito orgulho. Trabalhar com Christian Bale foi absolutamente um dos pontos altos da minha vida e também com o Jim Mangold, que é um diretor que admiro muito… sabe? Essas são coisas enormes para mim.” Balfe diz. “Eu cresci assistindo o Christian e foi muito divertido trabalhar com ele. Sinto que tivemos uma ligação tão boa e fomos capazes de passar por nossas cenas de uma maneira tão bonita.

Ao lado de Balfe e Bale está outro peso pesado de Hollywood: Matt Damon. “Foi tão incrível assistir Christian e Matt e a maneira como eles têm abordagens muito, muito diferentes no estilo de atuar, ambos chegando ao mesmo lugar. Mas chegando de ângulos diferentes. Christian permanece no sotaque de Birmingham o tempo todo e nessa fisicalidade o tempo todo… esse é o jeito dele. Enquanto o Matt é o Matt até o momento em que eles dizem ‘ação’ e aí ele muda.

Há uma certa inocência surpresa na voz de Balfe, enquanto ela fala sobre seus colegas de elenco, outra qualidade cativante. Ela entrou na atuação relativamente tarde e já estava na casa dos trinta quando finalmente conseguiu sua estreia em Super 8, mas ainda assim é claro que ela sente que isso é apenas o começo. “Quando comecei, tudo o que eu ouvia era, ‘você é perfeita para o papel da morena’ e eu respondia, ‘o que isso quer dizer?’ Acho que é tipo: uma morena inteligente que diz às pessoas o que fazer? Sabe lá Deus! Então, tem sido uma surpresa legal trabalhar em coisas mais obscuras como O Cristal Encantado. Ela tem esse fandom intenso do qual é muito interessante fazer parte. É meio que o equivalente às pessoas que seguem o seu time de futebol preferido, pelo qual eles vivem ou morrem. É algo especial de se fazer parte.

O Cristal Encantado: A Era da Resistência é a estreia de Balfe no live action. Ela estrela como uma guerreira Gelfling (uma raça de criaturas parecidas com elfos, nativas do planeta Thra, parte do universo dos Muppets), chamada Tavra, como parte do elenco, possivelmente, mais cheio do ano.

Enquanto ela se prepara para outro primeiro, vale a pena lembrar que seu crédito inicial no cinema não foi, na verdade, um papel de atriz, mas uma aparição “como ela mesma” no documentário de 2000 de sua grande amiga e colega de passarela, Sara Ziff, Picture Me: A Model’s Diary (Me Imagine: O Diário de uma Modelo, em tradução livre). Foi um olhar interno em como a vida de uma modelo realmente é. “Imagino que [Picture Me] foi um precursor para muitos do trabalho que está acontecendo agora da Time’s Up, éramos modelos em uma época em que a indústria estava cheia de assédio sexual.

Enquanto ela não faz mais parte da indústria da moda, Balfe continua a trabalhar com sua amiga como parte da Model Alliance de Ziff – uma organização criada para defender a igualdade no local de trabalho e a erradicação do assédio sexual na indústria da moda. “A Sara realmente começou [Model Alliance] como uma maneira dar proteção a certas garotas que trabalham na indústria que estavam completamente desprotegidas. Eu sempre tento me impor e defender as pessoas que não têm voz. Como uma das modelos mais velhas, apesar de ter apenas 19 anos, lembro-me de estar no Japão com garotas de 17 anos recebendo ordens para não comer ou mandadas para testes com pessoas que eram bastante duvidosas… Acho que, de certa forma, eu sempre assumi esse papel de tentar cuidar e proteger essas meninas.

Também houve a época em que Balfe não recebeu US$ 300.000 em salários acumulados nas temporadas de 2002 e 2003 em Milão, depois que sua agência italiana faliu, roubando os ganhos de seus clientes. “Havia muita desigualdade e abuso, seja físico, sexual ou financeiro,” ela comenta.

Assim como Ziff, Balfe está aberta à possibilidade de ir para atrás da câmera. “Eu adoraria. Sabe, um dos benefícios de estar em uma série de TV pelo tempo que estou é que tenho muitas horas vendo diretores diferentes, as diferentes abordagens do que eles fazem… o que funciona e o que não, sabe?  Tem sido uma experiência de aprendizado incrível. Como ator, você está limitado quanto as histórias que pode contar, mas acho que se puder dirigir ou produzir, você pode contar uma variedade muito mais ampla de histórias.

Até ela assumir esse manto, há um nome que Balfe adoraria ter em seu currículo. “Tipo, há muitas pessoas com quem eu adoraria trabalhar, mas um diretor em particular seria Andrew Haigh. Estou obcecada com os filmes dele, A Rota Selvagem, 45 anos…” Nesse momento, ela se recupera, como se estivesse cautelosa em se envolver demais no sonho e se recompõe. De volta ao sofá, em casa e, talvez, precisando de um lembrete de que, para todos os efeitos, ela “conseguiu”. “Estou no começo, sabe? Qualquer um que queira trabalhar comigo está ótimo.

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