Por Caitriona Balfe

Através de uma nuvem de fumaça de cigarro, quatro homens silenciosamente me observavam, enquanto eu caminhava pelo café vazio até uma mesa próxima à janela. A garçonete me jogou um cardápio e ficou lá, com um quadril inclinado, esperando pacientemente pelo meu pedido.

Passei os olhos, nervosa, pelo menu escrito a mão, procurando por qualquer coisa conhecida.

Jambon,” gaguejei, meu cérebro registrando um lampejo de reconhecimento de um aula de francês há muito esquecida. “Jambon, s’il vous plait,” me aventurei. A garçonete se afastou e, em minutos, me serviu o meu plat du jour [prato do dia], para cada “jour” daquela semana. Um sanduíche de presunto.

Ah, e eu mencionei que odeio presunto?

Tudo começou com uma papel amassado de instruções e um convite. Eu tinha 19 anos e indo morar no exterior pela primeira vez, e não em qualquer lugar, mas em Paris. A cidade do amor e da cultura, de Yves Saint Laurent, Gertrude Stein e do Louvre. Era tão longe da minha cidadezinha na Irlanda quanto eu podia imaginar. Eu sonhava em passear pelo Sena, conversando intensamente com um um jovem francês mal-humorado chamado Pierre. Em deixar marca de batom vermelho em taças de vinho e, casualmente, apagar bitucas de cigarros em pires de café, enquanto ouvia os namorados brigando nas varandas dos cafés. Em suma, eu tinha assistido muitos filmes franceses. Seria exatamente assim, não é?

Rapidamente, ficou claro que a minha jornada de protegida garota irlandesa do interior para francesa sedutora teria um longo caminho a ser percorrido. O primeiro passo era apenas conseguir sair do aeroporto.

Dizer que eu era uma viajante imatura era um eufemismo. Na verdade, essa foi apenas a minha terceira vez fora da Irlanda. Mas eu sempre tinha sonhado em viajar o mundo e, assim, quando o olheiro de modelos havia vindo à Dublin três semanas antes e me oferecido um contrato, eu aproveitei a chance. Na época, eu era uma estudante do primeiro ano de teatro e modelava de vez em quando para ter dinheiro extra. E agora, aqui estava eu, perdida na vasta extensão do aeroporto Charles de Gaulle, com a minha animação rapidamente se tornando em ansiedade.

Após percorrer o saguão várias vezes, me aproximei de uma mulher que parecia ser autoridade e perguntei como chegar à rodoviária. Ela soltou instruções em francês e, por fim, notando o meu olhar perdido, rapidamente me levou até uma saída. Levei uma eternidade para encontrar o ônibus certo, mas, de alguma maneira, uma hora depois, me encontrei tocando a campainha da agência Ford Models.

Meu primeiro mês foi muito mais difícil do que eu esperava. O constante fluxo de rejeição de testes começaram a me desgastar. Eu me perdia constantemente. Ninguém entendia as minhas tentativas constrangedoras e hesitantes de falar francês. O lindo apartamento em que a agência havia me colocado era de propriedade e ocupado por um português meio esquisito, que tinha vontade demais de virar amigo de suas jovens inquilinas. Eu entrava de fininho após um longo dia de trabalho, com o pé cheio de bolhas, e tentava chegar ao meu quarto antes que ele pudesse insistir para eu me juntar a ele e seus amigos para o jantar.

Como sempre, as coisas nunca saem do jeito que esperamos. Em uma manhã de outono, cheia de saudades de casa, caminhei em direção a Les Halles e fiquei à sombra da igreja St. Eustache. Eu me virei e um nome familiar chamou a minha atenção: Quigley’s Point, um pub irlandês! Quando a porta se abriu, um coro de gritos e risadas me envolveu e me atraiu para dentro. A minha total imersão na cultura francesa poderia começar novamente amanhã, mas agora, pedir uma cerveja e uma porção de batata fritas era o que eu precisava.

Foi a voz que eu notei primeiro. O grosso sotaque do Condado de Mayo e a risada rápida. Ele estava de pé à minha direita, ele tinha olhos gentis e cabelos loiros descoloridos e espetados. Ele não era o mal-humorado Pierre das minhas fantasias, mas pelo menos poderíamos conversar um com o outro. Ele morava em Paris há quatro anos e falava francês fluente, então pelo menos havia isso. Ele me encorajou a deixar o meu senhorio e logo encontrei um lugar meu, no Marais, com uma garota australiana.

Depois de seis meses, meu francês melhorou ao ponto de os lojistas parisienses pararem de fingir que não falavam inglês; felizes de que eu havia feito um bom esforço na língua deles, ele falariam comigo na minha, não importa o quanto eu persistisse no francês. Encontrei um lugar escondido na Île de la Cité, onde eu passava horas nas manhãs de fim de semana lendo e observando as pessoas passeando pelas margens do Sena. Caminhei pelos salões do Louvre, Musée d’Orsay, Pompidou e Musée Rodin em admiração. Meu trabalho de modelo finalmente deu certo. Eu estava crescendo e aprendendo sobre o mundo.

Há um momento na sua história em que você pode identificar a hora exata em que você se apaixonou, seja por um lugar ou uma pessoa. Eu me lembro de ambos como se fosse ontem. Eu havia acabado de sair de um teste em que, novamente, fui humilhantemente rejeitada na frente de 20 de meus colegas. Segurando as lágrimas, eu saí depressa do prédio e corri para um parque próximo, esperando encontrar um lugar isolado. Os meus olhos ardiam, me permitindo se recompor, eu olho para o céu na esperança de um conforto divino e, de repente, tudo parou.

Eu percebi que estava rodeada pela praça mais linda, a Place des Vosges. Com as suas paredes cor-de-rosa, a praça brilhava suavemente à luz do sol e irradiava calma e beleza. Os meus soluços diminuíram e fui atingida pelo mais poderoso senso de gratidão. Esqueci do diretor do teste que acabara de me reduzir a nada. Eu não era nada. Eu era uma jovem irlandesa e eu estava qui, realizando um sonho e vivendo na cidade mais linda do mundo.

A minha história de amor paralela, aquela com o meu namorado irlandês, foi solidificada uma noite com um beijo sonhador do lado de fora do Panthéon. Eu estava loucamente apaixonada por um homem e uma cidade, ambos inexplicavelmente entrelaçados. Meu namorado, no entanto, tinha coceira nos pés. Ele queria estar em um lugar calmo e rural. Eu o segui para os Alpes, mas logo me senti enjaulada pelas montanhas e pelas árvores. Eu queria mercados barulhentos, ruas movimentadas. Discutimos e discutimos, o sonho de uma pessoa puxando contra o da outra.

Eu voltei para Paris. Ele ficou nas montanhas. Eventualmente, porém, eu segui em frente: para Londres, Nova York, Los Angeles e depois Glasgow, cada uma com a sua própria magia e beleza.

Mas em certos dias de sol, eu sempre sou levada de volta ao meu banco na Place des Vosges e meu coração se enche por um instante. É verdade, você nunca se esquece do seu primeiro amor e, para mim, ele sempre será Paris.

Caitriona Balfe

A atriz agora estrela a série do canal Starz, Outlander.

Uma versão impressa desse artigo apareceu na edição de 8 de outubro de 2017 na página AR7, do New York, com o título “Eu Saí de Casa (e Me Apaixonei)”.

Na tarde de ontem (5), o perfil oficial de Outlander no Twitter anunciou o final das gravações da quarta temporada da série com um curto vídeo de Caitriona Balfe e Sam Heughan. “É o final da quarta temporada, clã! #Outlander”

Caitriona Balfe também publicou uma mensagem de despedida da quarta temporada da série, após finalizar a gravação de sua última cena da temporada, ao lado de Sam Heughan, nesta madrugada. “E é isso… A quarta temporada está finalizada. Que jornada. Obrigada a nossa equipe, ao elenco e a todos os roteiristas, diretores e produtores incrivelmente trabalhadores e a todos que fazem essa série acontecer… E agora, #festadecochilo.

Após gravar a última cena, Caitriona Balfe e Sam Heughan comemoraram o final da temporada (ao lado da equipe) com champanhe e publicações em seus Instagram.

A festa de encerramento das gravações da quarta temporada acontece na noite de hoje.

Caitriona Balfe estampa a capa da revista irlandesa Irish Tatler do mês de julho. Na matéria, a atriz fala com Shauna O’Halloran sobre a vida dela em Outlander, os planos para o casamento e por que as mulheres estão cansadas do comportamento de merda de Hollywood (nas palavras dela).

Confira a matéria traduzida pelo Portal Caitriona Balfe.

Capa de julho da revista Irish Tatler

Capa de julho da revista Irish Tatler

Por Shauna O’Halloran

Um par de calça Levi’s 501 com lavagem desgastada, Converses brancos e uma blusinha branca é tudo o que Caitriona Balfe precisa para detonar um dia de sessão de fotos no norte de Londres e ainda ter a equipe toda comentando o quão linda ela é na vida real. Isso é algo que eu não gosto de mencionar em minhas entrevistas – estamos aqui para descobrir a pessoa, afinal de contas – mas sinto que não menciona-lo seria uma pena, pois ela é muito deslumbrante, mesmo quando está de folga.

A super modelo da Irlanda

Não é uma grande surpresa, claro. A nativa de Monaghan já foi uma das modelos de passarela mais requisitadas do mundo, tendo sido descoberta por um olheiro da Ford Models, em Dublin. Aos 18 anos, ela estava abrindo e fechando desfiles em Paris para a Chanel, Moschino, Givenchy e Louis Vuitton, para citar alguns.

E essa humilde capa é apenas uma das muitas que ela apareceu, com as revistas Vogue, Harper’s Bazaar e Elle estrelando Caitriona ao longo dos anos. Então, não é de se estranhar que, literalmente, não havia uma foto ruim na edição do fotógrafo.

Os dias de Outlander

Hoje, no entanto, Caitriona Balfe é melhor conhecida pelo mundo todo como Claire Beauchamp Randall, a enfermeira viajante do tempo dos anos 1940 de Outlander que se apaixona por um elegante guerreiro das terra altas de nome Jamie Fraser, interpretado pelo seu colega de elenco, Sam Heughan.

Tem sido uma jornada muito louca!” Ela me diz, quando nos sentamos para a entrevista. Ela está de volta às gravações na Escócia para a sua quarta temporada e já sabemos que a quinta e a sexta então confirmada, então Claire será parte da vida de Caitriona por algum tempo. “Eu fui escolhida tarde no processo. Fui escolhida em 11 de setembro e estava na Escócia [para prova de roupas e gravações] em 15 de setembro de 2013. Eu acho que soube dois dias antes deles anunciarem!“, ela diz sobre a rápida entrada em Outlander.

A série, agora na quarta temporada, é baseada nos livros de Diana Gabaldon e dizer que ela tem um enorme fandom é um eufemismo. Tendo começado a atuar após a sua carreira de modelo, Outlander foi o primeiro grande papel de Caitriona e a impulsionou para uma estratosfera com mais de cinco milhões de telespectadores por episódio. Como, eu me pergunto, é isso?

Não demorou muito, no entanto, para Caitriona perceber o alcance que o seu novo papel teria. “Após termos filmado uns quatro episódios, Sam e eu fomos levados à LA e fizemos um evento de fãs. Ninguém tinha assistido nada e havia mais de 2 mil pessoas nesse evento… que não haviam assistido um minuto de gravações. Entramos no palco e todos estavam gritando!

A base de fãs ficou ao lado deles conforme as temporadas passaram e Outlander ganhou vários prêmios. Caitriona, também, foi amplamente reconhecida por seu papel com mais de 20 indicações e uma série de prêmios de Melhor Atriz de instituições como o People’s Choice Awards, o Globo de Ouro, o Saturn Awards, o IFTA e o BAFTA.

Cait & Sam, pessoal?

Um dos pontos notáveis da série de drama é a química brilhante na tela entre ela e Heughan, durante as suas muitas cenas quentes juntos. Tanto é que as pessoas têm dificuldade em acreditar que eles não são um casal na vida real. Não importa o quanto os atores insistam.

É legal que as pessoas vejam algo nisso, mas, sabe, nós sempre fomos apenas amigos. E eu disse isso desde o início, mas as pessoas não queriam ouvir!” Mesmo assim, deve ser difícil, após quatro anos gravando cenas sexys com alguém, não se envolver em alguma espécie de romance.

Saímos para andar,” Caitriona explica sobre como o acordo foi feito no início. “Ambos tivemos que ir à Londres logo antes de ter que começar a gravar, eu estava fazendo a minha segunda permanente da semana e ele estava tingindo o cabelo, provavelmente, pela 15ª vez naquele mês. Nos encontramos em Kensington e fomos para uma longa caminhada no parque. Eu estava lá com a minha permanente de poodle e ele com um tipo horrível de ruivo no cabelo e falamos, ‘Quer saber, quem sabe o que isso será, mas estaremos nisso juntos e temos que apoiar um ao outro.’ E desse dia em diante, sempre apoiamos.

Um momento fofo que levou a uma amizade duradoura e que provavelmente foi fundamental para o sucesso de Outlander. “As séries que tiveram sucesso, acho que você sempre vê que eles ficam unidos. No momento em que você deixa o ego ou o orgulho ou todo esse tipo de coisa atrapalhar, acho que isso pode realmente azedar as coisas,” ela diz honestamente.

Caitriona sobre o #MeToo

É preciso ser dito, não há ego em Caitriona Balfe e como protagonista da série, é fácil imaginar que ela define o tom para tudo o que está envolvido. A atmosfera no set, ela diz, é solidária e firme, embora ela dolorosamente saiba que não é bem assim em todos os sets de séries de sucesso de Hollywood.

O nosso trabalho é muito difícil e estamos em condições árduas, como quando você está lá fora na chuva ou na neve, o que acontece! Ter as pessoas serem solidárias umas com as outras e se preocuparem com os outros, isso faz uma enorme diferença.

Eu conheço uma pessoa que trabalhou em uma série como protagonista masculino e ele e a protagonista feminina nunca conversavam, eles literalmente não conversavam um com o outro a não ser que estivessem em cena. Eu não consigo imaginar querer estar em uma situação como essa, não consigo imaginar acordar de manhã e pensar que eu tenho que ir trabalhar com alguém que nem se quer falará comigo. Isso é horrível.

Mas as histórias são abundantes; mesmo antes do #MeToo aparecer, as celebridades e o mau comportamento no set pareciam andar de mãos dadas. E isso é matéria-prima excelente e escabrosa de tabloides. E as mulheres, notoriamente, parecem receber a pior parte do negócio, em tudo, desde padrões de respeito a salários.

Eu acho que todos estão acordando para o fato de que eles não podem se safar das coisas,” Caitriona adiciona. “Eu, obviamente, cheguei a esse ponto da minha vida um pouco mais tarde, então eu sempre me senti muito confortável em me defender e falar por mim, mas pode existir um pouco de dois pesos e duas medidas. Mas eu não acho, quero dizer, vou enfatizar isso, nem sempre são os homens reforçando isso. Tivemos diretores homens e produtores homens que são muito mais sensíveis e solícitos do que, às vezes, as diretoras e produtoras são. Eu não acho, necessariamente, que haja uma divisória quanto ao sexo; nem todas as mulheres apoiam as mulheres, pois essa não é a minha experiência. Eu acho que se trata mesmo das pessoas.

E dói mais, quando é uma mulher que não dá o apoio? “Sim, eu acho que você espera mais. E imagino que, às vezes, elas pensam que por serem mulheres, elas não acham que estão sendo discriminatórias, mas se o que você está pedindo saiu completamente da linha…

Nos mundos hierárquicos das modelos e das atrizes, as pessoas iniciando as carreiras nos degraus inferiores são as mais vulneráveis a maus-tratos. Caitriona observa que ela passou por isso quando era uma jovem modelo e a sua primeira carreira a deixou com algumas feridas a serem cicatrizadas.

Eu me lembro de uma das minhas primeiras sessões de fotos em Dublin. Eu era tão nova e me lembro de retornar dela e minha irmã ficar, ‘Onde você esteve o dia todo?’ Eu havia sido enviada por aí com um fotógrafo desconhecido que era mais velho que eu, sem conhecimento algum sobre onde eu estava indo, o que era esperado. Eu fui jogada aos lobos com 18 anos.

Os anos de modelo

Foi nessa idade que ela começou a viajar, também, para Paris e Milão e com pouca ou nenhuma estrutura de apoio. “É simplesmente incrível, quando eu relembro isso, como eu passei por tudo isso, porque você é mandada por aí, literalmente sozinha, perambulando por cidades estranhas, onde você não conhece a língua. É apenas esperado que você se vire sozinha. Era o Velho Oeste e você tinha sorte se tivesse um emprego. Havia uma discrepância de poder: a agência deveria estar te protegendo, mas era quase como se você precisasse agradá-los para conseguir os trabalhos. Eu acho que é por isso que muitas garotas que passaram por essa experiência são duronas,” ela acrescenta, também referindo-se a si mesma, embora essa resistência não tenha vindo sem um custo.

Quando eu deixei essa indústria, me mudei para LA e sou tão grata que eu pude tirar um ano… muito desse tempo foi apenas me desfazendo de muitos dos problemas mentais que eu havia conseguido com a indústria, porque a sua autoconfiança e sua autoestima estão no lixo, depois de estar nisso por tanto tempo. A maioria das modelos que conheço têm uma autoestima horrível, o que é a coisa mais louca.

Ainda bem, tanto nas passarelas quanto na atuação, as coisas estão mudando. Como alguém que está na estratosfera de Hollywood e esteve na companhia de pessoas como Weinstein e mais, Caitriona tem experiência em primeira mão de estar com as pessoas no centro da tempestade do #MeToo.

Muitos dos nomes que surgiram, é estranho, pois você meio que fica ‘Ah, é, não é surpresa.’ Com alguém como Morgan Freeman; eu cresci assistindo ele e ele tem sido aquela voz que acalma a todos. Mas eu já havia ouvido rumores. Ninguém está acima da lei e o que eu espero é que todas essas coisas passem por um processo, pois acho que a pior coisa é que entremos nessa situação em que há uma mentalidade de massa e comecemos a ser o juiz, o júri e o carrasco na mídia social, isso nunca é o jeito certo de fazer as coisas.

Mas acho que tem havido uma mudança real e que as pessoas não vão mais tolerar comportamento de merda. E elas não deveriam.” A única coisa que um nome importante e influência proporcionam às pessoas é a habilidade de chamar a atenção para situações que merecem mais atenção.

Uma boa causa

Isso é algo que Caitriona tem muita ciência e desde que os seus fãs de Outlander perguntaram ‘quem podemos apoiar em seu nome’, ela se esforçou para descobrir uma instituição de caridade que ela pudesse ser uma embaixadora. Como resultado, ela agora é patrocinadora do World Child Cancer e viajou para Gana, no ano passado, para ver dois dos hospitais onde a instituição de caridade atua.

É uma lição de humildade quando você vê os diferentes tipos de cuidado que você pode necessitar, se alguma coisa der errado em sua vida, só por conta de onde você nasceu,” ela diz sobre a experiência, mas é igualmente rápida em minimizar o papel dela de patrocinadora se comparado ao das pessoas que trabalham em campo, apesar de usar o seu próprio tempo e perfil para sensibilizar e arrecadar fundos para a organização.

Eu me sinto muito grata por poder ajudar, as pessoas nas trincheiras são quem trabalham no dia-a-dia e é super impressionante, porque eles não recebem muito crédito por isso.

Confira o Twitter de Caitriona e você verá o quão apaixonada ela é por isso, além de ser uma grande apoiadora de outras causas: ela foi sincera sobre o Repeal (revogar a Oitava Emenda da Constituição irlandesa para legalizar o aborto), ela apóia a escolha ética de moda e promove um estilo de vida livre de carne e laticínios.

Eu acredito que, não importa o que você faça, você deve ser um cidadão responsável do mundo,” ela diz. “Acho que muito das minhas mídias sociais está promovendo questões e causas nas quais eu acredito. Quanto a minha vida mais privada, francamente, eu não sou interessante, então eu não gosto de fazer selfies, o meu companheiro é super privado, então ele não está em nenhuma mídia social e não quer estar, então nada é dito sobre ele. Então, é, essa é quem eu sou naturalmente!

Um caso pessoal

É claro, conforme a conversa continua, o quanto pé no chão Caitriona é. Ela é fortemente orgulhosa de ser irlandesa e usa isso para começar uma conversa em todo o mundo (“Nós dominamos a boa vontade, as pessoas genuinamente gostam de nós!“) e enquanto ela lamenta o quanto o nome dela é detonado, ela sente falta do acento que ela tirou há alguns anos. “Estou arrasada quanto a isso!” ela diz, antes de informar que a tecnologia teve um papel a desempenhar na sua remoção.

Nos dias iniciais dos computadores, eu não sabia como colocá-lo! Eu acabei de aprender há alguns meses, tipo ohhh é aquele botão ali. Então, talvez eu traga o acento agudo de volta.” E ela não descartou um casamento futuro na Irlanda, a atriz ficou noiva recentemente do produtor musical Tony McGill, mas os planos para o casamento ainda não foram decididos. Será que ela consideraria voltar para a Irlanda para se casar?

“Se você colocar uma luz solar sobre ela, sim, eu adoraria!” Ela ri. No entanto, o planejamento do casamento não é algo que interesse ela, e não atrai conversas entusiasmadas e lista de desejos. “Eu adoraria apenas ter todos os meus amigos e família (ao meu lado) e ter uma ótima festa,” ela esclarece ao parecer pouco entusiasmada em planejar o dia perfeito dela. “Eu acho que o lado da produção dele é muito parecido com o trabalho!”

E encontrar um período que satisfaça as duas agendas também está sendo desafiador, com Caitriona prestes a filmar em Los Angeles com Matt Damon e Christian Bale. É um filme biográfico sobre o mecânico e motorista Ken Miles (Bale) e o conflito entre a Ford e a Ferrari durante a década de 1960. “Eu interpreto a esposa de Christian Bale e James Mangold [Jonny & June, Logan] está dirigindo. Ele se passa nos anos 60, trata-se sobre a Le Mans, a corrida de 24 horas, então há muitos carros velozes, homens gostosos e eu!” Ela ri.

“Eu tenho assistido muitos documentários sobre a Le Mans, o que é muito legal.”

E essa é Caitriona: totalmente inabalável, aparentemente, pela perspectiva de trabalhar com alguns dos atores e diretores mais famosos de Hollywood e, ainda assim, ser nerd e pesquisar para que ela possa estar preparada no dia. Ah, e conscientemente curtindo, também. Com mais projetos em andamento, essa demanda só vai aumentar, mas de uma coisa posso ter certeza: para ela mesma, Caitriona Balfe sempre será verdadeira.

Esta entrevista aparece na edição de julho da revista Irish Tatler.

Fotografia por Conor Clinch; figurino por Dee Moran; maquiagem por Mary Greenwell, usando Chanel Hydra Beauty Essence e Cruise 2018 Makeup Collection; cabelo por Declan Shiels; unhas por Sophia Stylianou, usando Chanel Le Vernis Nail Colour

Confira os bastidores da sessão de fotos de Caitriona Balfe.

Preparem a emoção, o elenco de Outlander estará na New York Comic Con!

Caitriona Balfe, Sam Heughan, Sophie Skelton e Richard Rankin comparecerão à NYCC bem a tempo de começar a divulgação da quarta temporada da série, que estreia no canal norte-americano Starz, em novembro. Essa será a primeira aparição do elenco na convenção.

Até o momento, de acordo com a agenda do evento, Caitriona Balfe só participará do painel de Outlander que acontecerá no sábado, 6 de outubro, sem mesa de autógrafos ou fotos.

A conta oficial de Outlander no twitter confirmou a presença da série e do elenco na convenção em Nova York e também disse que, infelizmente, esse ano não comparecerá à San Diego Comic Con, em julho.

Marquem nos seus calendários, clã: Outlander está a caminho da NY Comic Con com Caitriona Balfe, Sam Heughan, Sophie Skelton e Richard Rankin! Mais detalhes em breve.

Com informações da Entertainment Weekly.

Hoje, os perfis oficiais de Outlander publicaram uma novo foto de bastidores da quarta temporada da série.

A foto mostra Caitriona Balfe (Claire) e Sam Heughan (Jamie), em meio a mata em uma pose muito divertida: a atriz até fez “chifrinhos” em seu colega de elenco.

Shiu, ninguém conta ao Sam Hueghan sobre os chifrinhos,” escreveu o perfil oficial da série.

Horas depois, Sam Heughan publicou uma segunda foto em seu twitter no mesmo local.

Confira abaixo mais fotos de bastidores da quarta temporada de Outlander.

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