USA Today | ‘Outlander’ chega à América sem deixar a Escócia

  • 08 de novembro de 2018

PERTHSHIRE, Escócia – Por três temporada, a série de época de sucesso da Starz, Outlander, trouxe aos telespectadores americanos uma visão da Escócia varrida pelo vento do século XVIII. A quarta temporada muda as coisas: os viajantes chegaram à América do século XVIII.

Estamos vendo a América em sua infância,” diz Sam Heughan, que interpreta o Highlander Jamie Fraser, “e as pessoas que se estabeleceram ali. Especialmente nesta época, com tudo o que está acontecendo, é fascinante ver de onde a América surgiu.

Eles são imigrantes,” diz Heughan. “Eles estão vivendo no juízo deles. Por fim, eles encontram uma área pela qual o Jamie e a Claire realmente se apaixonam e querem formar um lar, o ‘Fraser Ridge’. Mas, claro, já existem pessoas lá – muito no início, eles conhecem os habitantes locais. São os Cherokee.

Heughan, gravando em um local em Faskally Wood, aponta para uma série de cabanas de madeira cilíndricas, próximas a um lago. Outlander trouxe a América de 1770 para a Escócia, construindo uma vila Cherokee e um assentamento Mohawk nas margens do reservatório do Lago Faskally.

O roteirista chefe e produtor executivo Matthew Roberts diz que transformar Perthshire na Carolina do Norte não foi tanto esforço quanto se parece.

Eu fui até a Carolina do Norte, aluguei um carro e atravessei o estado para conhecer o terreno em primeira mão. Tendo passado um tempo nas montanhas Blue Ridge, eu sabia que poderíamos replicar isso aqui.

Roberts também se reuniu com uma tribo Cherokee, em Cherokee, Carolina do Norte. “O consenso geral é que eles foram retratados na tela de um jeito muito único. Na verdade, de duas maneiras: ou eles eram curandeiros ou caras malvados com uma machadinha. Queríamos dar a eles tantas dimensões quanto qualquer outro personagem.

Isso não seria possível sem os atores corretos, mas as agências da Escócia não possuem muitos nativos americanos. Então, Outlander trouxe mais de 100 atores nativos americanos para a as gravações de seis semanas.

A gente não queira falsificá-los,” Robert diz. “Eu não acho que a gente se quer hesitou.

Os detalhes eram importantes, também. Outlander é um sucesso global, mas a sua audiência principal americana prestará muita atenção para ver como a série retrata o início da história dos Estados Unidos.

Eles vão pra cima,” diz o fazedor de armas Jim Elliot, segurando um mosquete Cherokee que foi pintado de um vermelho escuro.

Os telespectadores falarão, ‘Que diabos é isso?’ quando virem algo como esse mosquete, mas eu vi um como este no museu Cherokee e fomos instruídos que eles pintavam com de vermelho ocre os mosquetes que eles negociavam, para deixá-los mais bonitos. A gente só queria acertar: os assessores nos disseram, ‘não os façam cavalgar segurando uma machadinha acima da cabeça, gritando como uma banshee. Isso é coisa do John Wayne, eles não fazíamos isso.

O desejo de autenticidade é estendido até para a vegetação. Nas árvores próximas ao lago, uma equipe de jardinagem pendura musgo espanhol nos galhos.

À beira do lago, Caitriona Balfe, em uma leve blusa de linho, está gravando uma cena calma em que Claire colhe ervas e plantas com Adawehi, uma Cherokee interpretada por Tantoo Cardinal. Elas criam um laço como mães e mulheres, trocando histórias e remédios.

A Claire está muito diferente nesta temporada,” Balfe diz. “A temporada anterior foi uma aventura, sendo jogada a novos lugares, mas, claro, tratava-se de voltar e encontrar o Jamie no século XVIII. Nesta temporada é quase como se ela estivesse respirando fundo. A América é onde ela passou 20 anos – no futuro! – então ela está ligada a esse país. Ela está gostando de ser mãe e esposa e está começando a sentir que a América deveria ser a casa deles.

A Claire também sabe como a história americana se desenrola, para o bem ou para o mal. Do futuro, ela “viu o que aconteceu com a escravidão e a servidão escrava e isso a enoja,” Balfe diz. “Nossos roteiristas disseram que não tentam fazer desta uma série política, mas apenas contando essa história, isso é uma declaração. Muitas pessoas gostam de se esquecer do passado e da história. Às vezes, é bom poder dar as pessoas um lembrete.