Parade | Caitriona Balfe fala sobre os fãs de ‘Outlander’ e como ela e Sam Heughan são o total oposto

  • 19 de outubro de 2018

Caitriona Balfe cresceu em uma pequena cidade na Irlanda e partiu para Paris aos 19 anos, quando assinou um contrato de modelo. Isso foi anos antes de ela se tornar conhecida como Claire Fraser, a heroína viajante no tempo de Outlander, a série da Starz baseada na popular série de livros de Diana Gabaldon, que começa a sua quarta temporada em 4 de novembro.

A atriz de 39 anos, que acabou de ficar noiva do produtor musical irlandês Tony McGill e está trabalhando em um novo filme sobre corridas de carros dos anos 1960, Ford v Ferrari, recentemente falou com a Parade sobre os seus ávido fãs e crescer como uma garota corajosa.

Como eram os domingos quando pequena na Irlanda?
Os domingos sempre começavam com a minha mãe nos subornando (Balfe, seus três irmãos e três irmãs) a sair da cama. Ela faz o pão integral caseiro e os bolinhos mais incríveis. Ela trazia chá ou café e bolinhos, aí éramos tirados de casa para ir à missa.

E depois?
A gente tinha um grande almoço barulhento em família e depois cada um ia para o seu canto. Sempre havia muita leitura ou, se a TV estava ligada, eu assistia às corridas de Fórmula 1 com o meu pai. Era sempre um grade dia familiar muito barulhento, pois todos estavam em casa.

Na sua casa, as meninas eram maioria.
Sim e mais do que só em número. Minhas irmãs são todas muito fortes. Corajosas é outra palavra. Acho que os meninos fizeram o que podiam para sobreviver.

Como é um domingo típico para você agora?
Eu sou uma pessoa que ama brunch, então eu me forço a levantar, aí encontro o melhor local para comer brunch por perto. Adoro pegar o jornal, sentar e ler. Se eu conseguir dar uma andada, isso é sempre legal. Os domingos devem ser um dia sem culpa, que você apenas relaxa, mas geralmente há um pouco de lição de casa para fazer, especialmente se gravamos na segunda-feira.

Se for inverno, você acende a lareira e liga um bom filme antes de dormir ou prepara uma refeição gostosa. Às vezes, passo algumas horas preparando comida para os próximo dias, também. É legal ligar uma música e passar um tempo se distraindo pela casa.

Qual é a sua coisa preferida na sua personagem de Outlander, Claire?
A empatia e a habilidade dela de se conectar com as pessoas e entender a diferença entre o certo e o errado e onde a justiça deveria existir, essas são as coisas que amo nela. E a capacidade dela de amar e viver e até mesmo de lutar tão imensamente. Ela tem uma imensa capacidade de sentir e isso é uma coisa incrível de poder mostrar. Você pode realmente se jogar nessas grandes emoções e se expressar muito fortemente. Interpreta-la me deu muita confiança e força que eu não acho que tinha 5 anos atrás.

Como curandeira, e depois uma médica, a Claire vê muita coisa nojenta. Como você reage ao ver sangue?
As pessoas sempre me perguntam: “Você enjoa fácil?” e eu fico tipo, “Bem, não, porque [na série] eu vejo como uma coisa grudenta, doce e vermelha. E não é de verdade e a vida de ninguém está em risco.

Mas quando a gente tem a oportunidade de fazer certas coisas, como na terceira temporada, quando eu pude fazer aquela operação no hospital, eu amei. É tão interessante. Tivemos enfermeiras de verdade nos auxiliando na operação da cena. A enfermeira chefe dizia, “Não, não é assim que os instrumentos seriam disposto e não é assim que você lida com isso.” Ela estava sendo um pouco mandona e era fascinante.

O quão como a Claire você é?
Você filtra uma personagem através das suas próprias experiências, então, de muitas maneiras, você trás muito de si mesma. Por mais que eu tente imaginar outras maneiras de abordar algo, sempre terá um pouco da minha experiência ou do meu entendimento. Acho que no fim do dia, partes de você começam a aparecer. Eu gostaria de pensar que não sou tão teimosa e obstinada quanto a Claire, apesar de que o Sam e outras pessoas que me conhecem muito bem discordariam comigo quanto a isso!

Você e Sam Heughan, que interpreta a sua alma gêmea Jamie Fraser, são bons amigos?
Tomamos a decisão, antes de começar a gravar, quando ele e eu estávamos em Londres tendo os nossos cabelos destruídos. Fomos andar, eu com a minha permanente de poodle e ele com ruivo no cabelo. Estávamos falando sobre isso e ficamos, “Quem sabe o que isso será?” A gente não tinha gravado nada ainda. Mas ambos dissemos, “Temos que apoiar um ao outro. Se não nos apoiarmos, quem sabe o tipo de confusão que isso pode se tornar?” E fizemos isso desde o primeiro dia.

Somos os maiores apoiadores um do outro. Ele sempre está lá se eu precisar conversar ou se eu estiver estressada com algo e vice-versa. Temos traços de personalidade muito semelhantes, mas também lidamos com as coisas de maneira muito diferente.

Como assim?
Sou muito mais otimista, mas ele meio que me acalma se estou ficando muito frustrada com as coisas. E ele pode ser, talvez, um pouco passivo, então, às vezes, eu dou um empurrão quando ele precisa defender algo. E isso funciona muito bem.

E quanto a todos aqueles fãs ávidos?

Os fãs de Outlander são intensos e muito apaixonados. Nunca tinha experimentado nada assim antes! Por exemplo, eu estava no Globo de Ouro esse ano e todo mundo com quem eu conversava dizia, “Você viu os seus fãs? Você viu aquele pessoal?” É incrível. Eles comparecem aos nossos eventos de caridade e são tão generosos com o tempo, o dinheiro, o entusiasmo e o apoio deles. É incrível. Acho que é muito raro você se tornar parte de uma comunidade como essa.

Havia um grupo enorme de fãs  para os livros de Diana Gabaldon. Somos muito sortudos de eles terem nos aceitado e que ficaram felizes com o que estávamos fazendo. Temos muito o que agradecer a eles.

Os fãs aceitaram que você e o Sam não são um casal na vida real?
Há um pequeno grupo que realmente queria [que fossemos], o que é apenas um testemunho dos personagens que retratamos, que a história de amor é tão inspiradora e tão aspiracional que as pessoas realmente querem acreditar nela. E isso é uma coisa legal. Mas acho que as coisas estão bem claras agora que estou noiva de outra pessoa. Todo mundo entende isso agora.

Qual é a novidade sobre o seu próximo filme?
O titulo de trabalho é Ford v Ferrari. Ele fala sobre a rivalidade entre a Ford e a Ferrari na Le Mans, entre 1963 e 1966. Eu interpreto Mollie, a esposa de Ken Miles, que ajudou o famoso motorista-mecânico Carroll Shelby a construir o carro Cobra. É um filme muito legal sobre as consequências para a família, quando você vive no mundo de vida ou morte das corridas de carros.

Quando você teve a oportunidade de fazer o teste para o papel da Claire, você tinha lido algum dos livros da série de Outlander?
Não, mas quando eu descobri que eu ia fazer um teste com o Sam [Heughan] e me encontrar com os produtores, eu liguei para a Book Soup, essa livraria fantástica em West Hollywood e disse, “Vocês têm esse livro?” Eles tinha só uma cópia, então eu disse, “Guarde ela com a sua vida, estou indo aí em 5 minutos.

Daí eu estava pegando pelo livro e o cara no balcão disse, “Oh, você sabia que eles estão fazendo uma série de TV disso?” E eu fiquei, “Ah, é?” Ele disse, “É. [O roteirista-produtor] Ron D. Moore está fazendo. Eu fiz meu TCC sobre ele, na faculdade.” Foi um bom presságio.

Eu mergulhei no livro por três dias e aí, quando eu conheci o Ron e depois com o Sam, pude dizer, “Sei exatamente do que estou falando. Sei como esse papel seria.” Acho que isso provavelmente funcionou a meu favor.

Você já tinha passado um tempo na Escócia, antes de gravar Outlander lá?
Tinha, um pouco. Duas das minhas melhores amigas de infância tinham morado em Edimburgo e Glasgow. Eu estive lá para visitá-las algumas vezes, mas eu não sai de Edimburgo ou Glasgow, então eu não tinha passado nenhum tempo no campo, o que, obviamente, agora eu passei bastante.

Eu não tinha morado no Reino Unido ou na Irlanda há um tempão. Eu estive nos EUA por uns 13 anos. Então, era definitivamente parte da atração [de Outlander], poder voltar para um lugar que era muito próximo e semelhante de casa, mas talvez não como em casa. E pareceu isso quando eu voltei. Acho que a alma, de alguma forma, reconhece partes do mundo ou coisas que me lembram da infância e com a qual eu cresci. Obviamente, a Escócia e a Irlanda são muito semelhantes. Então, foi muito acalentador, suponho, quando eu voltei no começo. [Parecia] Que eu estava reconectando com o meu eu mais novo e tudo isso, o que foi muito legal.

A Escócia, e a Irlanda, tem um apelo romântico.
Sim, o campo é tãp selvagem, e mesmo com todo esse clima há algo realmente romântico nisso. E eu cresci no campo, então eu sempre estava subindo em árvores ou saindo para explorar com o meu irmão ou irmã para as colinas. Então, meio que tinha essa ligação romântica com a minha infância.

As coisas preferidas de Caitriona Balfe

Comida: Brunch. “É uma coisa tão americana. Tem que ter café forte e ovos em algum lugar nessa mistura.

Música: Uma mistura, “Depende do humor, mas há um ótimo canal musical no Reino Unido, o 6 Music, que tem uma grande variedade de música alternativa, que é mais a minha batida.

Filme: Meu Ex é um Espião (estrelando seu colega de elenco de Outlander Sam Heughan), documentário de carros.

Esporte: Fórmula 1

Livros: Livros napolitanos de Elena Ferrante, A Cruz de Fogo (quinto livro da série de Outlander) e O Vale das Bonecas. “Quando estou em um papel (como o de Mollie, em Ford v Ferrari), gosto de escolher livros daquela era, para imaginar o que a personagem leria naquela época.